Quarta-feira, 23 de Dezembro de 2009

Capela de St.º Ovídio

Data construção

Séc. XVIII - 1ª metade

Localização 

Mourinho - Aveleda

Inserção  Ed. no Património

Lugar de Mourinho - Vilela - Aveleda

Classificação Oficial 

Capela Pública

Proprietários

Igreja  de Aveleda

Regime Jurídico

Público  

Estado de Conservação

Excelente     

Bom  X

Protecção e Valorização

Existente X

Análise Arquitectónica :

Capela com uma pequena galilé suspensa em quatro pequenas colunas (frontais) e mais outras duas encurtadas à fachada principal e primitiva. Estas seis colunas sustentam uma cobertura de três águas e assentam por sua vez numa base murada que formada por um quadrado com uma abertura para um portão de ferro a precisar de pintura. Abrindo esse portão, depara-se com um portal rectangular de madeira que dá acesso ao interior da capela.

Nota-se no telhado da Galilé que este já sofreu várias intervenções.

Na parte central da fachada principal - na linha imaginária do início do frontão encontra-se uma abertura rectangular, preenchida com umas quadrículas revestidas com vidro martelado, baço.

No cume do frontão encontramos uma cruz, em granito, e em cada ponto oposto, a culminar o entablamento deparamos com pirâmides, isto é o remate do entablamento com pirâmides.

No alçado direito uma tosca torre sineira, num arranjo arquitectónico muito peculiar - uma coluna de pedra que não termina o entablamento e sino embutido no entablamento e na coluna erecta, ficando preso a um e a outro e desempenhando à mesma a sua função.

O frontão é clássico.

É uma equilibrada construção em cantaria de juntas tomadas, o que lhe dá alguma plasticidade, e na cornija, há um igual esquema arquitectónico. Os remates são feitos por pirâmides de bom recorte.

No alçado direito, além da torre sineira, há um portal rectangular de acesso ao templo, assim como uma fresta, também ela rectangular, que tem como função iluminar - de forma natural - o altar-mor.

No alçado esquerdo há um acrescento - a sacristia - que tem um portal de acesso ao templo.

Esta capela foi toda ela rebocada, durante muitos anos, só que numa das últimas intervenções (não consegui obter a data) o reboco desapareceu, estando agora o granito liso e limpo, e as juntas do aparelho tomadas ou cheias.

É uma bela capela do séc. XVIII.

 

 

 

 

Capela de S. Bartolomeu 

Identidade(Anterior/Actual)

Capela de S. Bartolomeu.

Data construção

Séc. XVIII

Localização 

Lugar de Vilela

Inserção  Ed. no Património

Aveleda - Lousada

Classificação Oficial 

Pública (até 5/10/1910 foi particular - Casa Grande de Vilela)

Proprietários

Igreja de Aveleda

Regime Jurídico

Público (só desde de 1910)

Estado de Conservação

Excelente

Bom    X     

Protecção e Valorização

Existente X

 

Análise Arquitectónica:

Tem um aspecto firme e sustentado do barroco, que o seu granito inspira e o seu óculo confirma.

A capela sofreu várias intervenções de preservação e restauro - telhado, as paredes já foram rebocadas, etc., mas a traça original foi mantida. É pois uma construção perfeitamente equilibrada, em cantaria de junta fitada (não é cheia ou tomada), mas sem ser pintada é usual, ressalta o cimento e o granito.

Fachada granítica, em que as pilastras - um pouco salientem do corpo do edifício - trabalhada se elevam até ao entablamento e sustentam praticamente todo o peso do frontão clássico, este com timpano liso, sem qualquer tipo de decoração.

A porta principal, rectangular, com lintel saliente, em forma de almofada e entre esta e o entablamento aí se encontra o óculo com ferro em quadrados e um vidro oval claro que amplifica a iluminação natural da capela, em dias de sol.

No cume do frontão uma cruz assente numa pequena base. O entablamento tem como remate uma pirâmide em cada um dos seus extremos.

No alçado esquerdo, mais ao menos rente ao chão e com pouca altura e diminuta espessura, encontramos umas alminhas muito bem conservadas e com um belo fresco, tendo por figura central o Anjo S. Gabriel.

Capela da 1ª metade do séc. XVIII.

SILVA, José Carlos – As Capelas Públicas de Lousada, U. Portucalense, 1997.

 



publicado por José Carlos Silva às 10:30 | link do post | comentar

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