Terça-feira, 20.04.10

Lousada! Que lindo nome!

nome cheio de poesia,

cheio de encantos, de aroma,

de candura e harmonia!

Mais alvo que a própria neve,

mais brando que a aragem leve

mais claro que a luz do dia!

 

Junto das fadas mais belas

vindas para te fadar

na amplidão do céu azul

te mandou Deus fabricar,

debaixo de sete estrelas,

com beijinhos de donzelas

numa noite de luar.

 

Jorial

16/VII/[19]34

Jornal de Louzada, 29 de Setembro de 1934m p. 1, nº 1985



publicado por José Carlos Silva às 22:38 | link do post | comentar

A 19 de Março de 1779 foi eleito (e de imediato abdicou) Vereador da Câmara do Concelho de Unhão, Manuel de Sousa, do Lugar de Sousa, de São João Novo, Macieira. - «Manoel de Souza, do lugar do Souto, da freguezia de São João de Macieyra.». Refere ainda, que abdicou do pelouro, não chegando, portanto, a exercer o cargo de vereador. (Livro de registo dos actos e correições da câmara do Concelho de Unhão, 1779, fl, 2).



publicado por José Carlos Silva às 22:23 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Sábado, 17.04.10

O Cruzeiro Paroquial

 

Situa-se no lugar da Igreja e está implantado no meio da estrada, em frente ao Cemitério e a duzentos metros da Igreja matriz.

É propriedade da Igreja Católica.

Construído em granito em data que se desconhece. 

Está em razoável estado de conservação.

É um Cruzeiro Paroquial de Processional.

A cruz é latina, oitavada e assenta na base. Podemos ver vestígios de uma cruz de Cristo em mármore que assinalava as comemorações centenárias (1140, 1640 e 1940).

Não tem pedestal.

A plataforma é quadrangular e tem três degraus de arestas vivas, sendo que um deles está praticamente soterrado.

 

O Cruzeiro da Tapada

 

Localiza-se no meio do entroncamento, no lugar da Tapada.

É propriedade da Igreja Católica.

Construído em cimento-betão no ano de 1979.

É um Cruzeiro de Memória.

Está em mau estado de conservação.

A cruz latina e oitavada assenta na base.

No centro da cruz está uma placa em mármore, em forma de losango, onde está escrito: “Recordação da Comissão de Festas de S. Miguel – 1978, inaugurado em 06.05.79”.

A plataforma é circular, de três degraus, sendo que um deles se encontra parcialmente destruído e soterrado.

 

VIEIRA, Leonel - Os Cruzeiros de Lousada, U. Portucalense, 2004.

 

 



publicado por José Carlos Silva às 19:07 | link do post | comentar

1.º - Esta situada na provincia dentre Douro e Minho no Arcebispado de Braga comarqua de Guimaramis, parte no termo do concelho de Unham, e parte no termo do comceilho de Santa Crus de Riba Tâmega.

2.º - He terra de donatario, a saber a parte do termo de Unham do excelentissimo Conde do mesmo titullo de Unham, e a parte do termo de Santa crus do excelentissimo Conde Meirinho Mor.

3.º - Tem esta freguezia setenta e hum vezinhos em que se contam sento e noventa pessoas de sacramento e vinte menores repartidos por diversas aldeias piquenas, como he a de Souzelinha que esta separada do continente da freguezia, em lhe mediando outra freguezia de Sam Mamede de Alentem, e dentro do continente da freguezia Sam as Aldeias chamadas dos Cazais, Sima de Villa, Barral, Mercê, Deveza, Villar, Forno, Eido, fonte, Portella, Boucinhas, Torre, Deveza, Torno e Castanheira, sendo algumas destas aldeias simples casais de hum ou dous moradores.

4.º - Esta situada em hum piqueno valle e pouco fundo que discorre do Nordeste, ao Sudueste na serra da Comieira caindo mais a parte do Poente, della se nam descobre pubuaçam alguma de fora.

5.º - Do que fica dicto lhe he.

6.º - A parochial e cazas da residencia do parocho junto a esta esta so no meio da freguezia.

7.º - O seu orago he da Asumpsam, e se selebra no seu dia tem coatro altares, o altar mor da Senhora da Asumpsam, outro do S. Nome de Jesus e Senhora da Ajuda, outro da Senhora do Rozario, e outro de Sam Miguel Arcanjo, a coal esta anexa a irmandade das Almas debaixo do patrocinio do mesmo Sam Miguel, nam tem naves.

8.º - O parocho tem o titullo de abbade, aprezentaçam do ordinario, tera de rendimento por tudo o que lhe dis respeito entre pasal, dizimos, e mais veneras duzentos e vinte mil reis pouco mais ou menos segundo o preso dos frutos, porem dos dizimos se aplicou antiguamente metade para o Colegio dos Padres Jesuitas da cidade de Braga cuja parte lograra em setenta mil reis pouco mais ou menos, e por isso sò ficam para o abbade sento e sincoenta mil reis hum anno po outro.

9.º - Nada

10.º - Nada.

11.º - Nada.

12.º - Nada.

13.º - Nada.

14.º - Nada.

15.º - Os frutos que produs a terra em maior abundância he milho grosso, milho miúdo, painso, e senteio, e feijomis, e pouco trigo, e sebada, da bastante vinho verde de mediucre generosidade, alguma castanha e landre e fruta de toda a casta.

16.º - Hum, e outro dos sobreditos concelhos em que esta situada esta freguezia tem juis ordinario, e camera que nam sam subjeitas a justisa alguma de outra terra mas Só aos superiores ordinarios por agravo, ou apelasam.

17.º - Nam.

18.º - Nada.

19.º - Nada.

20.º - Servese pello correio de Arrifana de Souza distante duas legoas.

21.º - Dista da cidade capital de Braga sete, digo seis para sete legoas; e da de Lisboa.

22.º - Nada.

23.º - Nada.

24.º - Nada.

25.º - Tem somente esta freguesia na parte superior a antequissima torre chamada de Villar mui forte que segundo a tradisam vulgar he do tempo dos godos, esta situada em sima de um durissimo rochedo que so de algumas partes dos licerces teve sobresahido à terra de huma piquena colina sobre que jas, tera de alto a dicta torre setenta e sinco athe oitenta palmos,e de diametro tomado pellas fases defora, tem corenta e dous palmos correndo de Sueste para Nordeste, e de outra parte correndo do Nordeste para Sudueste tem de diametro segundo as fases exteriores trinta e hum palmos, as suas paredes tem de corpo seis palmos, e sam tanto por dentro como por fora de pedra viva  durissima de cantaria de fiadas quazi de igual porposam e suficientemente polidas, mas, as junturas das pedras comidas do tempo mostram maior abertura do que nos seus principios poderia ter, indicio da sua nimia  antiguidade, nam tem ameias mas indicio de em outros tempos ter sido com ellas ornada, tem huma unica porta no solo  ou logia que tem  de largo seis palmos  e de alto des athe a padieira que defende do pezo hum escarsam de arco de meio ponto, tem na fase que fica para o lado este duas genellas, e outras duas na fase que fica para o Noroeste, e na face que fica para o Nordeste tem tres genellas, e coatro na que fica para o Sueste porem todas estas genellas pela face exterior da torre so se divizam  abertas em frestas de hum palmo de largo, exceto huma que fica a parte esquerda da face do Sueste, contra que fica no meio da face do Sudueste que estas se devisam por fora rozas com a mesma grandeza de cume que por dentro tem os sinais das dictas genellas e descara dos bigamentos que pella parte de dentro tem e se devizam no projecto de algumas pedras indicam ter cido havitaçam de duas ordens de subrados, alem de hum intersoto por sima da logia, e pella fase exterior de Noroeste se devizam lugares de vigamento de alguma caza incostada, nam se achar ella matrial algum de madeira, nem mostra ser acentada em argamasa, achace totalmente ileza, e com a siguraramsa primordial sem ter ahinda levissimo indicio de ruina, nem tendência della ahinda dipois do memorial terramotu de mile setesentos e sincoenta e sinco annos, o estado da sua caza mostra nam se ter extrahido do corpo della pedra alguma.

26.º - Nada

27.º - Nada

Serra

A serra em que esta situada esta freguezia chamace a serra de Comieira, que discorre do Nordeste, principiando desta parte no lugar da Lixa distante desta freghezia huma legoa para o Sudueste para cuja parte acaba na Villa da Rifana de Souza tendo de comprido tres legoas, e de longo neste sitio meia, compriendendo ambas as suas partes digo ambas as suas fases, esta freguezia esta em parte mais baixa nam tem brasos alguns e pella parte do Noroeste discorre pello pe da serra a Ribeira e Rio de Souza e da parte de Sueste discorre outro vale e hum piqueno regato chamado rio de Eidos que rega os campos da freguezia e couto de travanqua com quem esta freguezia confina por aquella vanda no alto da serra, e pella parte do Sudueste confina com a de Sam Mamede de Alentem, e pellas partes do Norte com a de Sam Pedro fins do Torno, e pella parte do Sul com a de Sam Pedro de Caide de Rei.

4.º - Tem esta freguezia hum piqueno ribullo que dedus sua origem de dentro della mesmo na parte suprema que fica pa o Nordeste e Cursando pello fundo do Valle ja memora do segundo os rumos delle entra na freguezia de Sam mamede de Alentem onde fenece no Rio Souza, com o curso de hum coarto de legoa e por isso prinsipalmente nesta freguezia he tam pobre de agoas que se exgotam todas para regar os campos com a providencia de devezas, so na parte inferior desta freguezia no tempo de inverno tem atidam para rodar hum muinho único que nos lemites della existe, e nenhum peixe produs porque no tempo do estio fica quazi exausto.

5.º - Nada.

6.º - Nada.

7.º - Nada. 

8.º - Nada.

9.º - Nada.   

10.º - he de temperamento quente mas predus pouco por ser terra pisarronta.

11.º - Nam tem criacam degados, a casa que criasam coelhos perdizes, e lebres, porem de tudo, pouco.

12.º - Nada mais.

Rio

1.º - Pello lugar de Souzelinha desta freguezia, pasa o rio chamado Souza que tem sua origem no concelho de filgueiras distante legoa e meia.

2.º - Corre todo o anno e se forma com mananciais de agoa de diversas partes.

3.º - Entram nelle mais asima o regato de Sam Fins na freguezia de S. Pedro do Torno, e regato de Macieira em a freguezia de Sam Thiago de Sernadello.

4.º - Nam.

5.º - He de curso quieto por estes distritos.

6.º - Corre do Nordeste ao Sudoeste.

7.º - Cria peixes barbos, trutas, escallos, bogas, e inguias grandes, sendo mais abondante de barbos e bogas.

8.º - Nam ha nelle pescarias regulares mas so particulares sem ordem lemite do tempo que nam he defexo.

9.º - As pescarias sam livres em todo o sitio.

10.º - Todas as suas margens se cultivam e particullarmente neste destrito onde ha fertilicimos campos, e na veira do rio se produzem comomente amieiros, salgueiros e tambem carvalhos onde se acostam videiras para produçam de vinho.

11.º - Nam se conhese.

12.º - Comserva o mesmo nome athe o fim, e principia ater mais asima hum coarto de legoa mais para meia legoa emtre as freguezias de Unham, e Pedreira onde se unem

dous brasos principais que athe ahi não tem nome proprio e do contrario nam ha memoria.

13.º - Morre no rio Douro mais abaixo seis legoas no lugar chamado Souza defronte da Villa de Arnellas asima da Cidade do Porto duas legoas.

14.º - Só tem varios asudes para muinhos que inpediriam navegaçam (…) fose navegavel.

15.º - Tem mais asima meio coarto de legoa a unica ponte de cantaria de hum arco chamado da Veiga na freguezia de Sanfins, e outros varios pontilhonis de pau, e pedra em diversas partes, e para baixo tem de cantaria arcoada, as pontes de Villela, Nuvellas, Sepeda, de que tenho noticia.

16 - Por todo elle ha munta copia de muinhos de rodízio e cal, e na freguezia de Sam Christovam de Lordello dous lagares de azeite sendo que hum esta ao prezente inpedido

de moer com as agoas, e o outro lagar nesta freguezia no lugar de Souzelinha onde tambem há muinhos de pam.

17.º - Nam consta

18.º - Os povos vezinhos uzam para a cultura dos campos de suas agoas onde ha comodidade para isso libremente.

19.º - Tera de curso desde a sua origem e onde fenece sete para oito legoas nam pasa por pubuasam alguma mais do que por baixo da Villa de Arrifana de Souza.

20.º - Nam me ocorre mais cousa alguma digna de memoria a respeito dos interrogatorios a que dou satisfaçam como pude em cumprimento da ordem que me foi apresentada com os mesmos interrogatorios em o dia sete de Abril de mil e setesentos e sincoenta e oito annos, e por verdade me asigno com os dous parochos mais vezinhos o Reverendo felis Antonio, vigario de S. Pedro Fins do Torno e o Reverendo Joam Teixeira Ozorio vigário de Sam Mamede de Alentem, hoje sua magestade de Villar do Torno e de Maio 20 de 1758. O abbade Francisco Joseph de Souza Andrade, o vigário João Teyxeyrara Ozorio, o vigário Felix Antonio Borges.

(I. A. N. T. T. - Diccionario Geográfico. 1758, Vol. 41 fl.1873 a 1881.), SILVA, José Carlos Ribeiro da – A Casa Nobre No Concelho de Lousada, FLUP, 2007

 



publicado por José Carlos Silva às 18:57 | link do post | comentar

Terça-feira, 13.04.10

Integrado no projecto de transformar a freguesia na “Terra do Românico, das Artes e da Cultura”, a Junta de Boelhe e a Paróquia de S. Gens de Boelhe vão associar-se às comemorações do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios.

O objectivo de informar e sensibilizar a comunidade para a importância do património cultural e paisagístico da freguesia, em aspectos como a conservação e sua divulgação, vai ser aliado à realização de uma caminhada pela “saúde”, com uma extensão aproximada de cinco quilómetros, no dia 18 de Abril. O percurso será realizado entre trilhos e caminhos florestais, rurais e estradas municipais, tendo ainda uma passagem pelo Casal Romano da Bouça do Ouro, estação arqueológica. Os participantes poderão observar as várias calçadas e quintas senhoriais, espécies arbóreas e arbustivas, lameiros verdejantes e aromas característicos da Primavera.

Na Capela S. Miguel de Passinhos decorrerá ainda um convívio, com diversas actividades e jogos tradicionais.
 
Programa: De manhã: Visita à Igreja Românica de S. Gens (Monumento Nacional)
De tarde: Caminhada pelo Património Rural e Paisagens Culturais.
 
Concentração inicial no Largo da Igreja (14h00)
 
Itinerário: Calçada Romana (Rua Rainha D.ª Mafalda);
Lugar de Outeiro (Quintas Senhoriais e a Senrra);
Lugar de Boelhe (Quintas Senhoriais e Fonte de Medeira);
Trilho pelo Casal Romano da Bouça do Ouro (Estremadouro, Valdoeiro, Mata, Abelheiras e visita às ruínas);
Lugar de Aldeia (Aidinhos);
Lugar da Granja (Rio Tâmega);
Capela S. Miguel de Passinhos (convívio).

 

In Verdadeiro Olhar



publicado por José Carlos Silva às 18:36 | link do post | comentar

Sábado, 10.04.10

Lousada é uma terra com profundas raízes católicas, como tal compreende-se que entre o seu vasto património abunde um elevado número de Cruzeiros. Com excepção de Caíde de Rei e Silvares, todas freguesias têm mais do que um Cruzeiro e todos com características bem diferentes uns dos outros.

Em cima dos penedos, nas encruzilhadas, nas bermas dos caminhos, em locais inóspitos, assinalando mortes violentas ou acontecimentos nefastos, junto das Igrejas e Capelas, os Cruzeiros são sempre erguidos de forma a sacralizar o espaço.

Os Cruzeiros fazem parte da memória colectiva da comunidade. São sinais de um tempo que chegou até nós como património cultural e artístico.

O Cruzeiro tornou-se numa referência de fé para a comunidade.

Os crentes colocam velas e rezam junto ao Cruzeiro. Suplicam a Deus para afastar os maus espíritos, o diabo, as bruxarias e o mau-olhado. Pedem saúde e boas colheitas.

Os Cruzeiros convidam à oração e são o símbolo do bem contra o mal.

Muitos dos actuais Cruzeiros do concelho de Lousada foram erigidos em locais ermos. O progresso desordenado é que os aproximou das habitações.

A maioria dos Cruzeiros de Lousada, apesar de abandonados, ainda está em bom estado de conservação.

Concluímos ainda que o concelho não possui qualquer Calvário e tem apenas três Via-Crusis, uma em Casais, outra em Lodares e outra em Covas, estando esta última praticamente destruída.

É urgente reabilitar os Cruzeiros que se encontram danificados e colocar em prática um projecto sério de preservação. Aliás, esta ideia deve ser extensiva a todo património construído do concelho.

 

(...) 

 

VIEIRA, Leonel - Os Cruzeiros de Lousada, U. Portucalense, 2004



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Ficha de Inventário

Capelas Públicas de Lousada

- Edifício - Capelas - Arquitectura -

Capela de S. Cristovão 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Identidade(Anterior/Actual)

Capela de S. Cristovão

 

Data construção

Séc. XVIII

Localização 

St.ª Águeda - Sousela

 

Inserção  Ed. no Património

Lugar de St.ª Águeda - Sousela

 

Classificação Oficial 

Capela pública

 

Proprietários

Igreja de Sousela

 

Regime Jurídico

Público

           

Estado de Conservação

Excelente     

Bom    X 

Razoável

Mau

 

Protecção e Valorização

Existente

Recomendável   X

 

Análise Arquitectónica:

 

Na base da sua frontaria pode ver-se três gárgulas em forma de máscaras humana. A capela de S. Cristovão é em cantaria de junta tomada (irá ser).

As gárgulas são sobrepujadas por uma almofada.

A frontaria mostra-nos um arco de volta perfeita peraltado, vendo-se as impostas, tapado com simples tijolos de “mecam”, tendo nessa parede uma pequena abertura - em arco de volta perfeita - e duas pequeninas frestas rectangulares e verticais.

O remate do entablamento é feito por imagens, esculturas em granito, de que não é fácil distinguir o seu nome, dado o grau de deterioração que apresentam.

Sobrepujando o frontão, S. Cristovão, igualmente uma escultura em granito (a precisar de restauro).

No alçado esquerdo há uma porta que dá acesso ao templo e é precedida por uma pequena escadaria.

O alçado norte tem sobrepujando o frontão, uma escultura - assente no acrotério (todas as esculturas que representam imagens de santos ou dignatários da Igreja e até figuras equestres, assentam em acrotérios) - de um santo, doutor ou dignatário da Igreja. E os remates do entablamento são feitos por esculturas em granito que representam imagens de santas (de difícil identificação).

O alçado direito tem uma pequena porta que permite o acesso ao pequeno templo.

 

 SILVA, José Carlos Ribeiro da - As Capelas Públicas de Lousada, U. Portucalense, 1997

 



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Ficha de Inventário

Capelas Públicas de Lousada

Edifício - Capelas - Arquitectura

 

Capela de Sr.ª Aparecida 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Identidade(Anterior/Actual)

Capela de Sr.ª Aparecida

 

Data construção

Séc. XVIII

Localização 

Aparecida - Lousada

 

Inserção  Ed. no Património

Sr.ª Aparecida - Torno

 

Classificação Oficial 

Capela pública

 

Proprietários

Igreja do Torno

 

Regime Jurídico

Público

           

Estado de Conservação

Excelente     

Bom    X 

Razoável

Mau

 

Protecção e Valorização

Existente

Recomendável   X

 

Análise Arquitectónica:

Capela de cantaria rebocada, com torre sineira, com o adro delimitado com balaustrada em granito e o chão calcetado em granito e o chão calcetado em granito e com um imponente escadório que dá acesso à porta principal do templo.

Na frontaria pode ver-se porta principal - ao centro - sobrepujada por uma edicula, com uma imagem em granito de N. Sr.ª Aparecida, tendo a coroa adossada à parte central do arco de volta perfeita (a coroa está fora da edicula).

A frontaria tem pilastras e o remate do entablamento é feito por pirâmides. O frontão com duas volutas, interrompido por cruz latina.

Torre sineira com 3 sinos, porta moldurada no primeiro andar e janela moldurada. No 2.º andar um relógio que tem a inscrição: M. H - Albergaria-A-Velha, 1946”.

Os arcos que contêm os sinos são de volta perfeita e os remates do entablamento são em forma cónica. O coruchéu é sobrepujado por uma cruz de cor verde.

No alçado esquerdo uma fresta moldurada (na torre sineira).

Na sacristia podem ver-se quatro frestas molduradas e envidraçadas.

A capela mor apresenta um janelão moldurado e envidraçado.

A meio da capela - o frontão (“empena”), é encimado por uma cruz latina e o remate do entablamento é em forma de pirâmide.

No alçado norte o remate do entablamento tem a forma de pináculos. No seu lado direito - na sacristia - pode ver-se a porta principal da mesma e também se vislumbra a torre sineira, mormente o seu sino mais pequeno. Vê-se, também, a meio da capela, no início da nave, o remate em pirâmide do entablamento.

Na nave - alçado direito - duas janelas molduradas e envidraçadas e uma porta moldurada.

A capela mor tem uma porta moldurada e uma janela envidraçada e moldurada.

Na última pilastra da capela mor, topo norte, há uma pequena placa em mármore, onde se pode ler “Gradeamento e Calcetamento. Obras do benemérito Ex. mo. Sr. João R. S. Magalhães”.

Sob o adro, do lado direito da capela, existe uma pequena ermida, construída nos anos 60 (deste século).

Frontaria porticada, com quatro colunas, e com remates do entablamento em forma de pirâmide. Ao centro, um frontão, tendo no timpano um pequeno frontão insculpido que contém um mais pequeno com duas volutas que nascem de um escudo sobrepujado por uma cruz, sendo esta ladeada pelas letras “S.A.” (Senhora Aparecida). Ao centro, um portal (de acesso à ermidinha), que tem no lintel esculpido “      .”. Ladeando portal há duas portas molduradas.

Entre os espaços livres do portal, portal e colunas adossadas, a frontaria da ermida é revestida de azulejo. 

SILVA, José Carlos Ribeiro da - As Capelas Públicas de Lousada, U. Portucalense, 1997



publicado por José Carlos Silva às 11:35 | link do post | comentar

Sexta-feira, 09.04.10

         A maior parte das capelas datam do séc. XVIII. Raras são aquelas que se podem datar no séc. XVII.

         Do séc. XIX só a capela do Sr. dos Aflitos e do séc. XX só a capela de St.º Amaro, que foi ampliada e transformada em 1981 numa capela moderna, já que na origem remontava ao séc. XVIII, era do tipo de S. Gonçalo de Macieira.

         Quase todas são de pequenas dimensões, exceptuando-se as capelas do Sr. dos Aflitos, Sr.ª Aparecida e N. Sr.ª da Ajuda.

         Normalmente localizam-se em locais, em pontos ou num ponto alto da freguesia, se calhar para estarem próximo de Deus ou para exorcizarem a apotropaicizarem, o espaço envolvente de entes malignos.

         Estão - na sua grande maioria - em locais isolados, longe da sede da freguesia (Sant’ Ana, S. Gonçalo - Lustosa, etc.).

         Há afinidades entre elas, a nível tipológico. A capela de St.º Ovídio, a capela de S. Gonçalo, a capela de N. Sr.ª da Conceição, a capela de St.ª Águeda, são constituídas por um alpendre, uma galilé, sustentado por colunas de granito ou de ferro (N. Sr.ª da Conceição), ou de cimento (S. Gonçalo - Lustosa).

         São quase todas construídas em granito.

         Com cruz latina.

         Com remates do entablamento piramidais.

         Na sua construção - arquitectura - nota-se um cunho popular (artistas da terra, da região, sujeita a condições sócio económicas, sem o “academismo” imposto, vindo dos grandes centros urbanos.

         Raras são as capelas que têm pia baptismal; excepto a capela de N. Sr.ª das Necessidades e do Sr. dos Aflitos.

         O estado de conservação das capelas Públicas é bom de uma forma global.

         Quase todas as capelas foram sujeitas, ao longo dos tempos, a obras de restauro e ampliação.

         Na sua grande maioria são - e estão - bem preservadas.

         A grande lacuna - nelas todas - é a falta de um adequado projecto de valorização. As capelas são - e quase só - conhecidas dos devotos de santo ou santa da sua invocação e dos habitantes da localidade onde está implantada. Mesmo as capelas da Vila não têm tido a projecção a que têm direito. A grande lacuna reside neste capítulo, assim como nos restauros que são realizados e que nem sempre obedecem ao rigor desejado.

 

 

 

 

 

 



publicado por José Carlos Silva às 23:37 | link do post | comentar

 

¨     Rocha, Manuel Joaquim Moreira da; A Reconstrução Da Capela de Canas em Broalhos - Atitude Devocional De Um Emigrada No Brasil No Século XVIII; Separata Da Revista Poligrafia N.º 5, 1996 - Centro de Estudos D. Domingos de Pinho Brandão.

¨    Silva, José Carlos Ribeiro da; As Capelas de Lagares, Porto, 1996, Universidade Portucalense Infante D. Henrique.

¨    Pereira, José Fernandes; Arquitectura Barroca Em Portugal - 1986.

¨    Almeida, Carlos Alberto Ferreira; Arquitectura Românica de Entre - Douro e Minho, Tese de Doutoramento policopiada, Porto, 1978.

¨    Fernandes, A. de Almeida; As Paróquias Suevas, Arquivo do Alto Minho, v., 2ª, sr., t.1, Viana do Castelo, 1967.

¨    À Descoberta de Portugal, Ed. Selecções do Reader’s Digest, 1982, pp. 106-107.

¨    Novais, Manuel Pereira de; Anacrisis Historial - Episcopológio, Vol. I, Porto, 1916, p. 295 e seguintes.

¨    Oliveira, Padre Miguel de; As Paróquias Rurais Portuguesas.

¨    Moreira, Padre Domingos A.; A “Divísio Theodomiri”: Os Dois Portucale.

¨    Magalhães, Arlindo; Área Cultural - Revista, “Refazer os Passos do Caminho”.

¨    Ferreira, José Fernando Coelho; As Freguesias do Bispado de Penafiel, Ed. Câmara Municipal de Penafiel.

¨    À Descoberta de Portugal; Ed. Selecções Reader’s Digest, 1982.

¨    Moutinho, Mário; A Arquitectura Popular Portuguesa, Ed. Estampa, 1979, Lisboa.

¨    A População e a Propriedade na Região de Guimarães Durante o séc. XII (Actas do Congresso Histórico de Guimarães e sua Colegiada), Guimarães, 1981.

¨    Brandão, D. Domingos Pinho, Algumas das Mais Preciosas e Belas Imagens de Nossa Senhora na Diocese do Porto, 1988.

¨    Lucena, Armando de; A Arte Sacra em Portugal, 1946, s/d, 2vol.

¨    Gil, Júlio; As Mais Belas Vilas e Aldeias de Portugal, Ed. Verbo, 4ª Ed. 1984.

¨    Haupt, Albrecht, A Arquitectura do Renascimento em Portugal, ed. Presença, 1986.

¨    Chué, François, Alegria do Património.

¨    Ferreira, José Fernando Coelho; As Freguesias do Bispado de Penafiel, Penafiel, 1987, Separata “confluência” - 3.

¨     Santos, Geralda Maria Marques Ferreira dos; A Freguesia de S. Martinho de Arrifana de Sousa de 1700 - 1729.

¨    Alves, Natália do Carmo M. F.; A Arte da Talha no Porto, na Época Barroca: artistas e clientela, materiais e técnica, 1986, 2 vol. Porto.

¨    Tavares, Lindolfo Jorge de Matos; A prática da Via-Sacra no Período Barroco na Diocese do Porto - Tese de Seminário, Universidade Portucalense Infante D. Henrique, Porto, 1992/93.

¨    Autarcas e Autarquias 1997, Ed. Suplementária, Jornal Pública, n.º 2590.

¨    Anuário, 1951.

¨    Matoso, José; As Inquisições de 1258 Como Fonte de História da Nobreza, o Julgado de Aguiar de Sousa, 1982.

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 SILVA, José Carlos Ribeiro da - As Capelas Públicas de Lousada, U. Portucalense, 1997



publicado por José Carlos Silva às 23:33 | link do post | comentar

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