Segunda-feira, 15 de Fevereiro de 2010

Concluiu este anno o curso dos lyceus, fazendo o 6º e 7º anno, o snr. Augusto Hermenegildo Ribeiro Peixoto de Queiroz, filho do nosso querido amigo snr. Joaquim Eleuterio Ribeiro, da casa de Vilar, freguezia de Lodares. Ao intelligente estudante que apenas conta 16 anos e que tão brilhantemente concluiu o curso do lyceu, e a seus estremosos pães apresentamos as mais sinceras felictações.

 

Jornal de Louzada, 1 de Agosto de 1909, nº 104, p. 2

 



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Vai ter lugar, pelo segundo ano consecutivo, o Concurso de Pesca do Café Lodarense.

A prova realiza-se no dia 10 de Junho (Feriado Nacional), durante a manhã, no rio Douro, junto à capela da Pala.

(…).

Jornal TVS, Quinta – Feira, 6 de Maio de 1999.

 



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(…), pomo-nos à disposição da Junta de Freguesia e A.N.P. e prometemos a melhor e incondicional colaboração, (…).

Aug. Mag.

Jornal de Lousada, 30 de Janeiro de 1974, p. 5

 



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Iluminação

«1 – Faz falta um candeeiro de iluminação pública, na subida de Sequeiros e no caminho que vai para Roupar, e na primeira curva que ele faz (…).

2- Serragem da Velha – Tradição cumprida

Foi uma procissão com graça, archotes de pneus velhos e o carpir de todos os que nela participaram, num adeus à «Velha» que queimaram em Roupar de Cima.

Augusto Magalhães

 Jornal de Lousada, Março de 1974

 



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Domingo, 14 de Fevereiro de 2010

Nasce tal e qual como a água brota da quietude da fonte junto à nascente, correndo ligeira pelo mundo. E alimenta outras fontes, dando vida a sonhos que se tornam quimeras reais: as revoluções que já sulcaram todos os séculos passados e as que ainda hoje acontecem.

Com a palavra – e através dela – o mundo pula e avança. Caminha por montes, vales, planícies e montanhas, voando nas asas do vento, perdendo-se nos confins da Terra, viajando à velocidade da luz e reencontrando-se no exacto instante em que o dia volta a nascer.

E tudo continua em perpétuo movimento.

Todos tentam apoderar-se da palavra. Todos a querem. Mas, a palavra é coisa frágil, singela, suave, colocando-se no seu pedestal dourado, olhando-os desdenhosa e brincalhona, como que dizendo que é de todos e não é de ninguém.

Passeia-se pelo Mundo. É uma menina solteira, dada a peneiras, plena de orgulho, vaidade e adora protagonismo. Sabe que todos a desejam, daí fazer-se cara e importante. E, por isso, todos lhe fazem a vénia, todos a cortejam, todos a querem de feição.

A palavra namora com todos e com ninguém, mas todos a querem com paixão. Que paradoxo!

Quem é ela? É a palavra, aquela menina que faz o que quer, que faz com que o Mundo pule e avance, que o sonho seja a quimera feita realidade. A palavra é o destino na noite que amanhece no silêncio enganador da vida.

 



publicado por José Carlos Silva às 11:37 | link do post | comentar

Sábado, 13 de Fevereiro de 2010

1 – (…), fala-se na mudança dos elementos responsáveis pela autarquia de Lodares. Nós não vemos quem possa tomar a seu cargo, com verdadeiro sentido democrático, a presidência da Junta de Freguesia.

2 – (…), temos hoje o dever de participar uma anomalia nos Serviços de Instalação de luz pública. Assim damos conta de que, ao ser instalado um poste junto à casa do senhor João de Sousa, houve necessidade de derrubar o muro que veda o terreno onde está a casa em que reside aquele senhor.

Estranhamos que o muro não tenha sido reconstruído (…).

Augusto Magalhães

 In Jornal de Lousada, 15 de junho de 1974, p. 6

 



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Sexta-feira, 12 de Fevereiro de 2010

 

I - Definição                                

 

1 - Casa da Quintã

 

2 - Proprietário actual/família

      

      Actual - Maria José Norton Pacheco Geraldes Malheiro.

      Antigo - José Luís Norton Pacheco Geraldes Malheiro

      Apelido - Geraldes Malheiro.

 

3 - Localização

      Lugar - Quintã

      Freguesia - Caíde

      Concelho - Lousada

 

 

II - Classificação Formal

 

Casa com planta quadrangular,

com capela  adossada ao topo

direito da  fachada Este.

                                                     

                                                                     

1 - Relação entre ambas as construções

 

                                                                                                                                                             

2 - Descrição (arquitectónica) dos edifícios

 

 

A fachada principal, da casa da Quintã, virada a Este, é de um só pano e com capela adossada ao topo direito. Entre esta fachada e a capela há uma construção de ligação.116 O rés-do-chão ostenta duas janelas de peitoril molduradas com lintel curvilíneo, gradeadas e uma abertura rectangular, moldurada e envidraçada. No primeiro andar, existem quatro janelas molduradas de peitoril e lintel curvilíneo, vislumbrando-se à direita da fachada, entre esta e a capela, uma escadaria de um só lanço com patim, permitindo o acesso ao interior da casa. A sobrepujar a portada117 há um campanário com arco de volta perfeita encimado por cruz latina, com sineta.

A fachada Oeste, parte mais antiga, exibe três portadas, duas janelas de peitoril e uma chaminé. Na parte mais moderna, no primeiro andar, vêem-se cinco janelas de peitoril, uma delas gradeada, no rés-do-chão, uma escadaria de um só lanço com patim, duas pequenas mansardas e duas chaminés a sobrepujar a cornija.

A fachada Norte mostra apenas duas janelas de peitoril. E a fachada Sul ostenta, no rés-do-chão, três portadas molduradas com lintel curvilíneo. No primeiro andar patenteia seis janelas de peitoril molduradas com lintel curvilíneo e uma mansarda com duas janelas molduradas e lintel curvilíneo

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116 - Desconhece-se a data destas obras, segundo a propritária desta Casa.

117 - Provavelmente obra posterior à construção da primitiva, segundo D. Maria José Norton Pacheco Geraldes Malheiro.

      A capela, da invocação Nossa Senhora da Conceição, ostenta um portal arquitravado com frontão interrompido, tendo insculpido no lintel: “Caza Da Quintan”. Entre o frontão e o portal arquitravado existe um friso com dois cachorros, um em cada extremo, dois rectângulos em relevo e ao centro aparece um ornato em forma de rosa, ornato que suporta o frontão. A coroá-lo a pedra de armas dos “Pinto, Malheiro, Magalhães e Cabral.118 A encimar a empena uma cruz latina. As pilastras são rematadas por pináculos; a sacristia apresenta uma porta moldurada. Na fachada Norte existe um quadrifólio moldurado, gradeado e envidraçado. Uma cruz latina encima a empena da fachada Oeste e as pilastras, são também aqui, coroadas por pináculos.

 

 

3 - Estado de conservação

 

É bom.

 

 

4 - Obras/Restauro

       (Datas e que obras foram feitas)

 

Não há uma certeza quanto à data em que a casa foi unida à capela. Tudo indica que ainda foi no tempo da monarquia. Nessa mesma altura foi murada e gradeada. Recentemente foram executadas obras no telhado e a casa foi pintada no exterior.

 

 

III - Elementos Iconográficos na construção

 

1 - Pedra de armas

      (Descrição)

 

Escudo inglês de orelhas. Elmo gradeado, voltado de perfil para a direita, com timbre. Ladeia o escudo e o elmo um arremedo do paquife dividido em dois ramos que saem de trás do escudo, à direita e à esquerda do elmo, cujo gorjal se lhe sobrepõe, em parte, à saída.119

__________________________

118 - NÓBREGA, Artur Vaz-Osório da - o. c., p. 127.

 

 

Escudo:

 

 

          Composição: esquartelada.

 

 

      Leitura:

 

 

       I PINTO                                                                                              (1)

 

       II MALHEIRO (outros)                                                                      (2)

       

       III MAGALHÃES                                                                              (3)                                                                  

 

       IV CABRAL                                                                                       (4)

 

 

Timbre de PINTO                                                                                      (5) 121

 

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119 - NÓBREGA, Artur Vaz-Osório da - o. c., p. 128.

120 - “É uma pedra de armas que foi esculpida em 1962 e adossada nessa data na frontaria da capela desta casa. Serviu de modelo o brasão existente num reposteiro desta mesma residência. Em granito.” NÓBREGA, Artur Vaz-Osório da - o. c., p. 127. Cf. MIRANDA, Abílio - o. c,. p. 16 - 17.

121 - NÓBREGA, Artur Vaz-Osório da - o. c., p. 128.

     (1) Cinco crescentes.

(2) Uma ponte de três arcos assente num pé de água, rematada por duas torres firmadas nos flancos e por uma palmeira posta entre elas. Na pedra de armas as torres não se encontram firmadas nos flancos de partição. Estas armas são de PONTE [de Diogo de Ponte, que veio a casar com uma Sr.ª Malheiro, Constança Malheiro, como se lê em “Raízes e Memórias”, Associação Portuguesa de Genealogia, nº 5, in Notas Bibliográficas (I - Armaria Portuguesa, de Anselmo Braamcamp Freire, 2ª ed., “fac-símile”, Lisboa - 1989, - por M. A. N.)]. 122

As armas consideradas como sendo as dos MALHEIRO são as seguintes: cortado: o I) de azul, com uma cruz cosida de vermelho, firmada nos bordos do escudo e no traço do cortado, com a haste chegada à sinistra, carregada no braço maior de três estrelas de seis pontas de ouro e acompanhada nos ângulos superior sinistro e inferior dextro de outras duas estrelas do mesmo metal; o II) de verde, com uma cruz de ouro, firmada nos bordos do escudo e no traço cortado, com a haste chegada à dextra, carregada no braço maior de três estrelas de seis pontas de vermelho e acompanhada nos ângulos superior sinistro e inferior dextro de outras duas estrelas do mesmo esmalte: o timbre é uma palmeira de sua cor.123

 

(3) Três faixas xadrezadas de três tiras.

 

(4) Duas cabras passantes, uma sobre a outra.

 

(5) Um leopardo carregado de um crescente na espádua. 124

 

 

2 - Cronologia

      (Datas inseridas na construção)

 

Não há.

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122 - NÓBREGA, Artur Vaz-Osório da - o. c., p.130.

123 - NÓBREGA, Artur Vaz-Osório da - o. c., p.130.

124 - NÓBREGA, Artur Vaz-Osório da - o. c., p.130.

 

IV - Outros dados históricos

 

Em 1750 existia a capela de “ (…) Santo Antonio, no lugar da Quintam que pertence a Antonio Agostinho Villas Boas de Abreu.125  Mas em 1735 tinha como  invocação  Nossa Senhora da Conceição.126

      Em 21 de Abril de 1735 o Padre António Correia Barbosa, proprietário da casa da Quintã, pediu autorização ao arcebispado de Braga para “ (…) construir uma capela na casa da Quintã, porque estava velho e doente para se deslocar à igreja da freguesia. Ele pretendia fazer uma capela junto da sua porta pegada na estrada pública (…)”127

No documento, onde constam estas informações, há referência da existência de uma capela nesta casa: “ (…) lhe damos licença para que em a dita quinta possa fazer, edificar de novo a capela que pretende com a perfeição devida e com boa arquitectura (…)”128 A capela foi construída “ (…) separada da casa, actualmente está integrada nesta, a atestar isto, temos uma construção posterior de remate entre a casa e a capela. (...).”129

 

 

V - Situação da Casa

 

A Casa situa-se junto à estrada nacional que liga Caíde a Felgueiras. A entrada pode fazer-se por dois portais. O portal principal fica a Sul, mesmo face à estrada, e apresenta uma outra entrada lateral, à direita, que actualmente é o acesso principal. Na antiga entrada principal acedia-se - e continua a aceder-se - por um portal em ferro forjado que nos conduz a uma alameda de tílias. A actual entrada permite o acesso imediato para o terreiro fronteiro à fachada principal.

 

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125 - I. A. N. /T. T. - Dicionário Geográfico, 1758, Vol. 8, fl. 203v. Cf. CRAESBEECK, Francisco Xavier Da Serra - Memórias Ressuscitadas Da Província De Entre Douro E Minho. No Ano de 1726. Lda. Ponte De Lima., Edições Carvalhos De Basto, Lda., vol. II, 1992, p. 161.

126 - RIBEIRO, Abel. - Casa da Quintã. Gazeta de Caíde. (30 de Junho de 2003), p. 8.

127 - RIBEIRO, Abel. - Casa da Quintã. Gazeta de Caíde. (30 de Junho de 2003), p. 9.

128 - RIBEIRO, Abel. - Casa da Quintã. Gazeta de Caíde. (30 de Junho de 2003), p. 9.

129 - RIBEIRO, Abel. - Casa da Quintã. Gazeta de Caíde. (30 de Junho de 2003), p. 9.

O portal que fica situado a Este, lateralmente e à direita, é do “séc. XIX,130  de ferro forjado, constituído por duas folhas. A parte inferior é de chapa de ferro em caixotões rectangulares, dentro dos quais, a decorá-los, há cravos em alto-relevo trabalhados. A parte superior é formada por réguas grossas e finas de ferro, terminando em pontas de dardo e pontas de dardo decoradas. No centro das folhas erguem-se meios “SSS” com as pontas enroladas para dentro e para fora, terminando no centro com “VVV” com as pontas, mais uma vez, enroladas para dentro e para fora e fina régua com ponta de dardo. Arquitectonicamente temos duas colunas de granito, em que o capitel termina em formato piramidal.131 Os dois portões têm muitas semelhanças em termos formais.

 

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130 - OLIVEIRA, Rosa Maria - o. c., p. 35.

131 - OLIVEIRA, Rosa Maria - o. c., p. 35.

 

VI - Fontes Primárias/Documentais

 - I. A. N. /T. T. - Dicionário Geográfico, 1758, vol. 8, fl. 203v.

 

VII - Bibliografia

 

  - À Descoberta do Vale do Sousa-Rotas do Património Edificado e Cultural… 2ª Edição. Paços de Ferreira: Héstia editores, 2002.

- AZEVEDO, Carlos de - Solares Portugueses. Introdução ao Estudo da Casa Nobre. 2ª Edição. [s/l]: Livros Horizonte. 1988.

       - BATISTA, João Maria - Chorographia Moderna do Reino de Portugal. Lisboa: Typpograhia da Academia Real das Sciencias, volume II. 1875.

- CARDOSO, P. Luís -  Dicionário Geográfico, ou Noticia Histórica de Todas as Cidades, Vilas, Lugares, e Aldeias, Rios, Ribeiras, e Serras dos Reinos de Portugal, e Algarve, com todas as coisas raras, que neles se encontram assim antigas, como modernas. Lisboa: Regia Oficina Sylviana, da Academia Real, Tomo II. MDCCLI.

- Carta Militar de Portugal - Instituto Geográfico Do Exército. Escala 1: 25 000, Série M888, Penafiel, Folha 112, N.º 4. 1998.

- Casas de Sousa-Associação de Turismo no Espaço Rural do Vale de Sousa. Terra de Sousa, Programa Leader II. [s/d].

- COSTA, António Carvalho da - Corografia Portugueza e Descripçam Topográfica do famoso Reyno de Portugal Com as Noticias das Fundações das Cidades, Villas, e Lugares, que contem, varões ilustres, Genealogias das Famílias nobres, fundações de Conventos, Catálogos dos Bispos, antiguidades, maravilhas da natureza, edifícios, & outras curiosas observaçoens. Segunda Edição. Braga: Typographia Domingos Gonçalves Gouveia. 1868.

- CRAESBEECK, Francisco Xavier Da Serra-Memórias Ressuscitadas Da Província De Entre Douro, E Minho. No Ano de 1726. Ponte De Lima: Edições Carvalhos De Basto, vol. II. 1992.

- D’ ALMEIDA, José Avelino - Diccionario Abreviado de Chorografia, Topografia, Archeologia das Cidades, Villas e Aldêas de Portugal. Valença: Typographia de V. de Moraes, vol. I. 1866.

- Dicionário Enciclopédico Das Freguesias - Lisboa: Edição da ANAFRE. 1996.

- Ecos - Porto: Direcção Geral de Apoio e Extensão Educativa - Coordenação Distrital do Porto, N.º 17. [s/d].

- FREITAS, Eugéneo de Andrea da Cunha e - Porto. Edição de Carvalhos de Basto. A descendência de Martim Pires Carvalho, Cavaleiro de Basto, vol. III. 1982.  

     - História das Freguesias e Concelhos de Portugal - Lisboa: Edição do Jornal de Noticias e da Quidnovi, vol. 9. 2005.

      - Jornadas Europeias de Património.Lousada: Edição da Câmara Municipal de Lousada. 2003.

- Lousada-Terra Prendada - Lousada: Edição da Câmara Municipal de Lousada. 1996

- Lousada (Subsídios para a sua Monografia) - Lousada: Edição da Câmara Municipal de Lousada, da Coordenação Concelhia de Lousada e da Direcção Geral da Extensão Educativa. 1989.

- MIRANDA, Abílio - Vária. In ”Inventário da Heráldica do Concelho de Lousada”, Penafiel. Tipografia do “Jornal de Lousada”. 1994.

- NÓBREGA, Vaz-Osório da - A Heráldica De Família No Concelho De Lousada. Aditamento a “Pedras de Armas do Concelho de Lousada” (1959). Lousada: Edição da Câmara Municipal de Lousada. 1999.

- OLIVEIRA, Rosa Maria - Portões e Fontes do Concelho de Lousada. Lousada: Edição da Câmara Municipal de Lousada. 2003.

      - Planta topográfica. Escala: 1/2000. Lousada: Edição da Câmara Municipal de Lousada. 2005.

- PORTO -  Do nome de Portugal. Lousada: Edição do Governo Civil do Porto. 1992.

- Presidentes da Câmara Municipal de Lousada Desde 1838 até 1900. Lousada: Edição do Arquivo Histórico e Municipal de Lousada. 2003.

- RIBEIRO, Abel. - Casa da Quintã. Gazeta de Caíde. (30 de Junho de 2003).

- SILVA, José Carlos Ribeiro da - As Capelas Públicas de Lousada. Seminário de Licenciatura em História-Variante Património. Universidade Portucalense Infante D. Henrique (Policopiada). 1997.

- VIEIRA, José Augusto - O Minho Pitoresco. 2ª Edição. Valença: Edição Rotary de Valença, Tomo II. 1987.

 

 

SILVA, José Carlos – A Casa Nobre No Concelho de Lousada, FLUP, 2007.

 



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O Cruzeiro Paroquial

 

Localiza-se à face da estrada, num espaço devidamente delimitado e ornamentado, sito no lugar da Igreja e a cem metros da Igreja matriz.[1]

Este magnífico Cruzeiro é propriedade da Igreja Católica.

Construído em granito no ano de 1762.

Está em bom estado de conservação, pois foi restaurado recentemente.

A cruz é chavetada e assenta numa monumental esfera.

A coluna é composta por um belo capitel. Antes de iniciar o fuste temos ainda uma gola e um colarinho.

O fuste é circular e assenta na base.

O pedestal é formado pela cornija, pelo dado e pelo soco. O dado é ornado em forma de losangos e tem a data da edificação do Cruzeiro.

A plataforma é quadrangular e tem quatro degraus.

 

O Cruzeiro do Cemitério

 

Está edificado junto a meio do muro do topo nascente do Cemitério, sito no lugar da Igreja

 É propriedade da Junta de Freguesia de Pias.

Construído em granito em data desconhecida.

Está em bom estado de conservação.

A cruz é circular com as pontas em bico.

O fuste é redondo e assenta numa base

O pedestal é troncopiramidal e é composto pela cornija, dado e soco.

A plataforma é quadrangular e tem dois degraus, um está parcialmente soterrado.

 

O Cruzeiro do Avelar

 

Está colocado em cima de um penedo, próximo da estrada nacional, sito no lugar de Avelar e a trezentos metros da Capela do Senhor do Avelar.

Este Cruzeiro está no meio da estrada e é propriedade da Igreja Católica.

É um Cruzeiro Processional construído em granito em data que se desconhece.

Está em bom estado de conservação.

A cruz é quadrangular, tal como as hastes. A haste vertical é mais alongada que a horizontal.

O dado é cúbico e à sua frente tem uma mesa rectangular.

A plataforma é o próprio penedo.

 

O Cruzeiro de Oitava

 

Situa-se em frente à Casa de Oitava e à face do caminho rural, no lugar de Oitava.

É propriedade da Igreja Católica.

Construído em granito e em data que se desconhece.

Está em bom estado de conservação.

A cruz é oitavada e tem uma imagem de Cristo insculpida.

É um Cruzeiro de crucifixo.

O capitel simples assenta no fuste oitavado.

O pedestal é formado pela cornija e pelo dado cúbico.

A plataforma é quadrangular e tem apenas um degrau.

 

VIEIRA, Leonel – Os Cruzeiros de Lousada, U. Portucalense, 2004

 



 



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Sábado, 6 de Fevereiro de 2010

O Cruzeiro Paroquial

 

Está edificado no meio do entroncamento, junto à estrada Lousada/Aparecida, no lugar de Guindes.

É propriedade da Igreja Católica.

Está revestido a mármore, sendo o seu interior em granito e que corresponde ao antigo Cruzeiro.

Desconhece-se a data da construção bem como do acrescento.

Está em razoável estado de conservação.

A cruz é latina e quadrangular. A haste vertical é muito mais alongada que a horizontal.

Ao centro da cruz fixa-se outra pequena cruz também latina e em mármore com um Cristo em metal.

A plataforma é quadrangular e tem dois degraus, sendo que um deles está danificado. À volta da plataforma foram colocados alguns pilares em ferro com um gradeamento cadeado.

 

O Cruzeiro do Cemitério

 

Está adossado a meio do muro do topo sul do Cemitério, sito no lugar da Igreja.

 É propriedade da Junta de Freguesia de Nogueira.

Construído em granito e em data que se desconhece.

Está em bom estado de conservação.

A cruz é oitavada e idêntica à de Cristo.

A encimar a cruz há uma espécie de capitel com volutas e com a incisão: JNRJ.

O fuste é octogonal e assenta na plataforma. Um terço do fuste, junto à plataforma, é quadrangular e mais saliente.

A plataforma é quadrangular e tem dois degraus.

VIEIRA, Leonel - Os Cruzeiros de Lousada, U. Portucalense, 2004.

 

 



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Lousada foi terra de Sousões, dos Gascos, dos Vasques e dos Viegas, barões ilustres a quem muito devemos a criação e a afirmação da nacionalidade portuguesa.[1]

Segundo Alexandre Herculano toda a terra do Vale do Sousa foi parte integrante das terras de Ribadouro, cujos barões estiveram presentes em actos valorosos da batalha de S. Mamede.

O Julgado de Lousada pertencia à coroa e várias vezes por ela foi doado a fidalgos da primeira grandeza do reino, o que mostra a sua importância.[2]

Lousada esteve ligada a Egas Moniz, cujos domínios se estendiam para lá do rio Douro; a D.Martins Gil de Sousa, conde de Barcelos; e a outros fidalgos, tais como: D.Martim Leitão, D. Rodrigo Pires Alto, D. Rodrigo Forjaz, D. Chamoua Mendes, D. Urraca Martins, D.Elvira Vasques…[3]

Estes fidalgos, assim como o Clero, possuíam então, grande parte das terras de Lousada e algumas vezes resolviam alargar os seus direitos em detrimento da coroa. Daí a importância das Inquirições por parte desta, sendo a mais conhecida as Afonsinas (1528) e as de D. Dinis (1307).

A 20 de Março de 1372, D. Fernando fez conde de Barcelos, D.Afonso Teles Menezes e deu-lhe o senhorio de Lousada.[4]

A terra de Lousada voltou à coroa no reinado de D. João I que fez dela doação “ com todas as suas rendas, direitos, foros, tributos, direituras,  senhorias e pertenças, ao condestável Nuno Álvares Pereira e este deu-a à sua neta  D. Isabel que por sua vez a cedeu ao irmão D. Fernando, duque de Bragança.[5]

No reinado de D. João II, com a confiscação da casa de Bragança, o monarca doou Lousada a Fernão de Sousa, fidalgo do seu conselho.

D. Francisco de Portugal, 1º conde de Vimioso, comprou estas terras no reinado de D. Manuel I. Este mesmo rei haveria de dar foral à Vila de Lousada, no dia 17 de Janeiro de 1514”[6] 8          

No século XVI Lousada era vista desta forma: “ Este concelho e terra de Loussada he do Conde do Vymyoso nom tem vylla nem castelo nem povoação junta nhua jaz antre o concelho de Unham e o termo do Porto e tem de termo de larguo e de comprido legoa e quarte…”[7]4         

“O concelho corresponde, na sua quase totalidade, a uma circunscrição administrativa medieva situada na bacia do Sousa superior. Na passagem do século XI para o século XII menciona-se aqui uma série de acontecimentos e factos que lhe outorgam uma notável celebridade já antes da própria fundação da nacionalidade, com particular incidência para Meinedo, primitiva sede do Bispado do Porto. Algumas das suas Freguesias passaram a pertencer-lhe em virtude das reformas administrativas de 1834 e 1885, como no caso de Vilar do Torno e Alentem e Caíde de Rei, que andaram distribuídas pelos extintos concelhos de Unhão e Santa Cruz de Riba Tâmega antes de serem incorporadas”. [8]5

Em 1854 Lousada era sede de comarca, reunindo território dos concelhos de Lousada, Felgueiras e Barrosas.

Em 1909 era “ Villa da província do Douro, sede de concelho e de comarca, distrito, relação e Bispado do Porto. A freguesia é de S. Miguel, Silvares e Cristelos. Pertence à 6ª divisão militar, 11ª brigada, grande circunscripção militar do Norte, e ao distrito do de recrutamento e reserva número 20, com sede em Amarante. Em 1757 Lousada tinha 2700 fogos”.[9]3      

Em 1758 Lousada tinha dezoito Freguesias. Hoje tem vinte e cinco.

Todas as paróquias que fazem parte do Concelho de Lousada pertencem eclesiasticamente à Diocese do Porto. Nem sempre foi assim, pois durante um milénio dezasseis delas fizeram parte do Arcebispado de Braga. Só a 4 de Setembro de 1882 foram restituídas à Diocese do Porto.

 

Caracterização do Concelho

 

Na transição do litoral para o interior e no centro do Vale de Sousa, vamos encontrar o concelho de Lousada, sem fronteiras definidas por acidentes geográficos dignos de nota. Confina a norte com os concelhos de Vizela e Santo Tirso, a Sul com o de Penafiel, a Nascente com os de Amarante e Felgueiras e a Poente com os de Paredes e Paços de Ferreira.

É de facto e de direito o coração do Vale do Sousa por se encontrar situada no seu centro geográfico.

Lousada é terra de rara beleza. Ao longo dos séculos tem sido cantada, amada e venerada pela pena de ilustres Lousadenses.

Em 1949, “Zinid” escrevia que o concelho de “ Lousada é um dos mais ridentes, e que mais belezas naturais encerra, dos que fazem parte do distrito chefiado pele cidade do Porto”[10]. 1 

Hoje Lousada ainda mantêm o seu encanto, apesar dos vários atentados que a sua paisagem e o seu património sofrem em cada dia que passa. É uma terra plena de raízes culturais e históricas, de belas e imensas paisagens, terra de lindas igrejas, capelas, cruzeiros, casas senhoriais.

É natural que “ os Lousadenses não dêem conta ou se alheiem do que de belo e pitoresco existe da frescura das terras de semeadora e vinhedos e numa ou noutra com casas solarengas a suscitar o apreço histórico de que se desvanece de tais relíquias. As penas e paletas de quem mais sabe poderão descrever e pintar paisagens em matizados recortes do centro do Vale do Sousa, que é por graça e nosso proveito, este Concelho. Não faltarão motivos, desde a simplicidade do seu povo, o seu génio e bairrismo, o seu culto pela beleza e harmonia e paixão pelo que distrai e diverte. É que temos capelas e cruzeiros, igrejas e alminhas, …, um pelourinho, …, resquícios de outras eras e de tempos severos. Lousada é um concelho laborioso e festeiro, …, e a miscelânea do passado e do presente serão o ramalhete a oferecer (a quem visitar Lousada) constatando a riqueza da nossa modéstia, …, mas com vontade férrea de vingar”.[11]                     

Lousada é terra de sedução e de património secular.

 

A Vila

 

É a sede do concelho, típica Vila do interior.

Situa-se no Vale do rio Sousa, na zona de transição entre o Minho e a região do Douro.

É constituída pela freguesia de Cristelos e parte das freguesias de Silvares, Pias, Boim e Ordem.

Na década de 70 do último século era uma “modesta Vila de 1385 habitantes,...,. É uma Vila pacatíssima e familiar, com o seu casario branco e disperso, tem ao centro um jardinzinho sobranceiro, sobre o qual assenta a moderna capela do Sr. dos Aflitos, a igreja paroquial é em Mós. Daí se abrangem os rústicos arredores. Um pouco além está o Largo da Feira. Aí se concentram duas vezes por mês os produtos da lavoura, relativamente farta das cercanias (as frutas, os cereais, os legumes, etc.) e a dois passos, num recanto privativo, a exposição tradicional e transnacional do gado”.[12] 10

Hoje Lousada continua a ser uma Vila típica do Norte de Portugal, mas mais desenvolvida. O crescimento imobiliário, da indústria, do comércio, dos serviços e da oferta cultural são dados evidentes.

 

 

 

 

 Paisagem

 

O concelho é banhado pelos rios Sousa e Mesio.

É um concelho de média altitude. Os pontos mais altos encontram-se nas freguesias de Lustosa e Barrosas (Santo Estêvão), sendo a sua altitude compreendida entre os 450 e 850 metros. Possui um clima de tonalidades atlânticas. A sua paisagem enquadra-se no Vale do Sousa. No miradouro da senhora da Aparecida e na Serra de Barrosas pode-se comprovar uma paisagem deslumbrante.

Lousada é terra de vales verdejantes. Abrangendo todo o horizonte, num largo semicírculo formado pela acidentada curva de montanhas do norte com vegetação muito verde. É um deslumbramento que sente o espírito ao ver esse imenso golfo de verdura, onde ainda hoje é possível admirar pequenas aldeias com vida.

 

 Agricultura e Indústria

 

A população dedica-se cada vez menos à agricultura. Em pequenas propriedades cultiva-se o milho, a vinha, o centeio a batata e outros produtos hortícolas. Alguns agricultores dedicam-se à criação de gado, principalmente bovino.

O têxtil, o calçado, o mobiliário e os lacticínios são indústrias em expansão. É este sector industrial que absorve a maioria de mão-de-obra do concelho. 

Um pequeno sector da população dedica-se ao artesanato, nomeadamente aos bordados, à cestaria, à doçaria e à pirotecnia.

Nos últimos anos o comércio, a construção civil e os serviços tem vindo a assumir um papel cada vez mais importante.

 

 

População

      

As terras que pertencem ao actual concelho de Lousada começaram por ser povoados por pequenos núcleos de famílias que por aqui se fixaram.

As habitações eram dispersas, pequenas e todas semelhantes.

A organização da sociedade Castreja tinha como elemento fundamental a família extensa.

Os Romanos, os Suevos e os Visigodos também por cá se fixaram.

A partir da Idade Média a população cresceu à volta das suas Igrejas, capelas e cruzeiros. A igreja passou a ser o centro de tudo.

Entre 1864 e 1920 o crescimento populacional foi muito lento. De 1920 a 1970 o aumento foi de catorze mil pessoas.

A partir da década de 70 o aumento tem sido gradual e progressivo tendo aproximadamente o concelho de Lousada actualmente cinquenta mil habitantes.[13] 

Segundo o Instituto Nacional de Estatística, Lousada em termos etários da população é considerado o Concelho mais jovem da Europa.

 

    Monumentos

 

É rico e diversificado o património do Concelho. Em quase todas as Freguesias há alminhas, cruzeiros, fontanários, capelas, igrejas, solares e casas apalaçadas.

Sobre o rio Sousa, em três pontos distintos, há três pontes românicas: Veiga, Vilela e Espindo. É importante referir que alguns dos monumentos do concelho estão incluídos na rota do românico.

Lousada possui um Pelourinho que é um magnífico monumento Nacional.[14]        



[1] Ver Coordenação Concelhia de Lousada da Direcção Geral da Extensão Educativa - Lousada (Subsídios para a sua Monografia). Lousada: Ed. Câmara Municipal de Lousada, 1988, p. 15.

[2] Ver Lousada – A Vila e o Concelho. Lousada: Ed. Câmara Municipal de Lousada, 1993, p. 10.

[3] Ver Lousada - loc. cit.

[4] Ver Lousada - loc. cit.

[5] Ver Lousada - loc. cit.

[6]  DIONISIO, Sant`Ana – Guia de Portugal. (s.l.): (s.e.), Vol. IV, 1964, p. 553.

[7]  MAGALHÃES, F. Victor - O Concelho de Lousada no Numeramento de 1527. Lousada: Ed. Jornal de Lousada, 1992, p. 5.

[8]  AZEVEDO, José Correia de - Portugal Monumental, Inventário Ilustrado. (s.l.): Ed. Nova Gesta, 1992, p. 10.

[9]  LEAL, Pinho – Portugal Antigo e Moderno. Lisboa: Ed. Livraria Editora, 1909, p. 558 - 5559.

[10]  ZINID -  Jornal de Lousada nº 2685. Lousada: 1949, p. 1

[11]  MAGALHÃES, Augusto – Revista de Lousada nº 2.Lousada: Ed. Jornal Terras do Vale do Sousa, 1991, p. 7. Supl.

[12]  DIONISIO, Sant`Ana – ob. cit, p. 621 – 623.

[13] Ver Censos de 2001 - Instituto Nacional de Estatística.

[14]  Ver Dec-Lei nº 23 - de 16 de Junho de 1910.

 

 

VIEIRA,Leonel - Os Cruzeiros de Lousada, U. Portucalense, 2004



publicado por José Carlos Silva às 14:27 | link do post | comentar

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