Sexta-feira, 09.04.10

O Cruzeiro Paroquial

 

 Está colocado no meio de um entroncamento, junto ao Cemitério, no lugar da Igreja.

É propriedade da Igreja Católica.

É um belo Cruzeiro construído em granito.

Desconhece-se a data da sua construção.

Está em bom estado de conservação.

A cruz é latina, quadrangular e assenta no capitel com ornatos em forma de meia-lua.

Entre o capitel e o fuste, na parte inferior, surge um colarinho e uma gola.

O fuste é circular e assenta numa base esférica.

O pedestal é constituído pela cornija, pelo dado e pelo soco.

A plataforma é quadrangular e tem dois degraus.

 

O Cruzeiro do Cemitério

 

 Está edificado a meio do topo norte e próximo do muro do Cemitério, sito no lugar da Igreja.

É propriedade da Junta de Freguesia de Figueiras.

Construído em granito em data que se desconhece.

Está em bom estado de conservação.

A cruz é circular e as pontas terminam em bico. No capitel hexagonal assenta a cruz.

O fuste sobrepuja a base e também é hexagonal.

O pedestal achanfrado é constituído pela cornija, pelo dado e pelo soco.

A plataforma é quadrangular e tem dois degraus.

 

 O Cruzeiro do Penedo do Sol

 

 Este incaracterístico Cruzeiro está edificado num local ermo, em cima de um penedo denominado “Penedo do Sol”. O penedo tem forma cónica e está repleto de incisões.

É propriedade da Casa de Rio de Moinhos.

Construído em granito e em data desconhecida.

Apesar de parecer estar abandonado, está em muito bom estado de conservação.

Tem uma cruz hexagonal que assenta numa pequena base quadrangular. A haste vertical é mais alongada que a horizontal. As faces são hexagonais, sendo que a haste vertical é quadrangular na sua parte inicial, junto à plataforma que é o penedo.

Ao observarmos este Cruzeiro somos levados a concluir que se trata de um fenómeno de sacralização de um espaço pagão. 

 

 

 VIEIRA, Leonel - Os Cruzeiros de Lousada, U. Portucalense, 2004

 

 

 

 

 



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O Cruzeiro Paroquial

 

 Situa-se no topo poente do adro da Igreja matriz.

É propriedade da Igreja Católica.

Este interessante Cruzeiro foi construído em granito no longínquo ano de 1660.

Está em bom estado de conservação.

A cruz é latina e assenta no capitel.

A coluna é constituída pela base, pelo fuste circular e pelo capitel quadrangular. Entre o capitel e o fuste surge um colarinho e uma gola.

O pedestal é composto pela cornija, dado e soco. É no dado que se pode ler a data da construção.

A plataforma é quadrangular e tem três degraus.

 

 O Cruzeiro do Cemitério

 

 Está edificado no centro do Cemitério, sito no lugar da Igreja.

Este Cruzeiro é propriedade da Junta de Freguesia de Cristelos.

Construído em granito.

Desconhece-se a data da sua construção.

Está em bom estado de conservação.

A cruz é apontada e estriada, sendo as pontas em forma de diamante. A haste vertical é muito mais alongada que a horizontal.

A cruz assenta na base da coluna.

O pedestal é quadrangular com gorgeira e é constituído pela cornija, pelo dado e pelo soco.

A plataforma é quadrangular e tem dois degraus.

 

 O Cruzeiro da Capela da Senhora da Conceição

 

Este Cruzeiro situa-se no topo nascente da Capela da Senhora da Conceição, sita no lugar do Souto.[3]

É um Cruzeiro de limite de Capela e pertence à Igreja Católica.

Construído em granito em data que se desconhece.

Está em razoável estado de conservação.

A cruz é circular, maçanetada e assenta no capitel.

O capitel é quadrangular e simples.

O fuste é circular.

O pedestal é bastante original. É formado pela cornija que parece uma mesa, pelo dado e pelo soco.

A plataforma é quadrangular e tem dois degraus.

 

 VIEIRA, Leonel - Os Cruzeiros de Lousada, U. Portucalense, 2004

 

 



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O Cruzeiro Processional

 

 Edificado no meio do entroncamento e junto à estrada nacional Lousada/Paços de Ferreira, no lugar do Paço.

É propriedade da Igreja Católica.

Construído em granito a 17 de Fevereiro de 2002.

Está em muito bom estado de conservação.

A cruz é latina e assenta num globo.

O fuste assenta na base da coluna e é diminuído em parte, pois o primeiro terço inferior é quadrangular e simples.

O pedestal é composto pela cornija e pelo dado. Na face do dado está gravado um ornato em forma de losango.

A plataforma é quadrangular com um degrau de arestas vivas. À volta desta plataforma estão quatro pequenos pilares quadrangulares ligados por cadeados em ferro.

 

 O Cruzeiro do Cemitério

 

 Está edificado a meio do topo poente do Cemitério, sito no lugar do Monte do Senhor do Alívio.

É propriedade da Junta de Freguesia de Covas.

Construído em granito e em data que se desconhece.

Encontra-se em razoável estado de conservação.

O pedestal é composto pelo dado cúbico e pela cornija. A cruz macenetada assenta na cornija. A haste vertical é mais comprida que a horizontal. As faces das hastes têm incisões de vários desenhos, alguns deles geométricos.

A cornija mais parece um dado em ponto pequeno.

 

O Cruzeiro Paroquial da Capela da Senhora do Amparo

  

Situa-se a cem metros da Capela da Senhora do Amparo, lado poente, no lugar da Senhora do Amparo e num local sobranceiro a parte do Vale Mesio.

É propriedade da Igreja Católica

Construído em granito no ano de 1722, tal como a Via-Crusis.

Está em péssimo estado de conservação.

A cruz é latina, quadrangular e falta-lhe a parte superior da haste vertical.

Entre o capitel quadrangular e o fuste há um colarinho e uma gola.

A base e o fuste são circulares. O dado é cúbico.

A plataforma é quadrangular e tem três degraus.

 

 O Cruzeiro Via-Crusis

 

Encontra-se no monte contíguo à Capela do Senhor do Alívio, lado poente.

É propriedade da Igreja Católica.

Construído em granito no ano de 1722.

Encontra-se parcialmente destruído.

O fuste quadrangular assenta na cornija do dado cúbico.

A parte superior da haste vertical está derrubada, tal como a haste horizontal, que se encontra aos pés do Cruzeiro

Poucos metros abaixo há outro Cruzeiro que está derrubado e que pertence à mesma Via-Crusis.

 

 

 O Cruzeiro Via-Crusis

 

Localiza-se no interior de um pequeno jardim privado, no lugar de Casas Novas.

É propriedade da Igreja Católica.

Construído em granito no ano de 1722.

Encontra-se em razoável estado de conservação.

A cruz é quadrangular. A haste horizontal está danificada e é mais curta que a vertical. Esta última tem incisões. Na coluna além de incisões também podemos ver a data em que foi edificado.

O dado é cúbico e está praticamente soterrado.

 

O Cruzeiro Via-Crusis

 

 Está situado no monte, a nascente da Capela da Senhora do Amparo de onde dista aproximadamente cem metros.

É propriedade da Igreja Católica.

Construído em granito no ano de 1722.

Encontra-se em bom estado de conservação.

Tem uma cruz macenetada, quadrangular e tem vários símbolos esculpidos (losangos, turquês, martelo, escada, olhos, desenhos geométricos). A haste vertical é muito mais alongada que a horizontal.

O fuste assenta num dado cúbico que tem na face palavras e números que não se conseguem decifrar.

A plataforma é quadrangular e tem um degrau que está praticamente soterrado.

 

 

 

 Vieira, Leonel - Os Cruzeiros de Lousada, Universidade Portucalense, 2004

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 



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O Cruzeiro Paroquial

 

Edificado no meio de um alto e sobranceiro entroncamento, no lugar do Cruzeiro e aproximadamente a duzentos metros da Igreja matriz.[1]

Este belo Cruzeiro é propriedade da Igreja Católica.

Construído em granito.

Desconhece-se a data da sua construção.

Está em bom estado de conservação.

A cruz é ponteada.

O fuste é octogonal, assenta numa base e termina num capitel singelo.

O pedestal é constituído pela cornija e pelo dado cúbico. No dado há incisões indecifráveis.

A plataforma é quadrangular e tem três degraus.

 

O Cruzeiro do Cemitério

 

Situa-se a meio do muro do topo nascente do Cemitério, no lugar da Igreja.

É propriedade da Junta de Freguesia de Cernadelo.

Construído em granito.

Desconhece-se a data em que foi erigido.

Está em bom estado de conservação.

A cruz é oitavada, tem as arestas diminuídas e faz lembrar a cruz de Cristo.

O fuste é octogonal e assenta num dado quadrangular

 


Vieira, Leonel - Os Cruzeiros de Lousada, Universidade Portucalense, 2004


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O Cruzeiro Paroquial

 

Ergue-se no Adro, mesmo em frente da Igreja matriz.

É propriedade da Igreja católica.

Construído em granito no ano de 1809.

Está em bom estado de conservação.

A cruz primitiva partiu-se. A actual é mais baixa cinquenta centímetros.

Trata-se de uma cruz vazia que tem incisões e assenta numa base.

O pedestal é composto pela cornija, pelo dado e pelo soco.

A plataforma é quadrangular e tem dois degraus.

Este Cruzeiro integra a via-crusis da freguesia.

 

 O Cruzeiro do Cemitério

 

É um magnífico Cruzeiro. Encontra-se adossado a meio do muro no topo norte do Cemitério, sito no lugar da Igreja.

É propriedade da Junta de Freguesia de Casais. Construído em granito no ano de 1725.

Está em bom estado de conservação.

É um cruzeiro de crucifixo, com a imagem em granito de Cristo crucificado. A cruz é embolada e quadrangular na haste horizontal e latina e quadrangular na haste vertical. No topo da haste vertical estão gravadas as iniciais JNRJ. Na haste vertical estão esculpidos os ossos e a caveira em cruz – símbolos da morte.

O fuste assenta numa base octogonal.

O pedestal é composto pela cornija, pelo dado e pelo soco.

A plataforma é quadrangular e tem quatro degraus. Um dos degraus está praticamente soterrado.

Este Cruzeiro é exemplar único no concelho de Lousada.

 

O Cruzeiro da Capela de Santo António

 

Ergue-se no Adro da Capela de Santo António, sita no Lugar de Casais e a pouco mais de setecentos metros da Igreja matriz.

Este Cruzeiro integra a Via-Crusis de Casais.

É propriedade da Igreja Católica.

Construído em granito.

Desconhece-se a data da sua construção.

Está em bom estado de conservação.

A cruz é latina.

O capitel é quadrangular e muito simples.

O fuste assenta sobre o dado cúbico. O fuste é oitavado e diminuído, mas junto ao dado e ao capitel é quadrangular.

A plataforma é quadrangular e tem três degraus, sendo que um está totalmente soterrado.

 

 A Via-Crusis

 

 Esta via-crusis da Capela do Calvário ou do Calvário tem dez cruzeiros de via-sacra no adro da Capela da Nossa Senhora do Calvário e dois no caminho de acesso. Quanto aos outros dois, como atrás foi referido, um é o Cruzeiro sito junto à Capela de Santo António e o outro o que se encontra do Adro da Igreja. É neste último que se inicia a via-sacra.

Os doze últimos Cruzeiros da via-crusis são todos iguais. A cruz é latina, quadrangular e a haste vertical é mais alongada que a horizontal.

A cruz assenta num pequeno dado cúbico.

São propriedade da Igreja Católica.

Construídos em granito.

Desconhece-se a data da construção, mas em meados deste ano sofreram obras de restauro, por isso estão em bom estado de conservação.

Curiosamente, apesar da via-crusis terminar no lugar do Calvário, não tem calvário.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



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A freguesia de Caíde de Rei é das maiores do concelho, mas apenas tem um Cruzeiro, que se situa no lugar de Pereiras, a duzentos metros da Igreja matriz.

É um Cruzeiro Paroquial.

É propriedade da Igreja Católica.

Construído em granito no ano de 1940.

Está em bom estado de conservação.

A cruz duplamente aguçada assenta no capitel em forma de anel espalmado.

O fuste é circular.

O pedestal é formado pelo dado cúbico e pela cornija. É no dado que se pode ler a data da construção.

A plataforma é quadrangular e formada por dois degraus.

 

VIEIRA, Leonel - Os Cruzeiros de Lousada, Universidade Portucalense, 2004


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Cerca de trinta mil é o número de moinhos que existem em todo o território português: de vento e de água. No ano de 1962 existiam 2895 de vento e 31 903 de água. A verdade é que a maioria se encontra ao abandono e outros tantos em ruínas.

A década de sessenta e setenta do século vinte foi fatal para este tipo de património edificado, pois muitos foram aqueles que partiram «para a guerra colonial e outros emigraram, deixando os moinhos ao abandono. Com a industrialização, deixou de ser rentável. Foi o fim de uma estrutura produtiva», afirma Jorge Miranda, da Rede Portuguesa de Moinhos, ao Diário de Notícias de hoje. E o caminho mais correcto é recuperá-los para o turismo rural, fomentando projectos integrados de desenvolvimento entre autarquias e empresas, no sentido da sua salvaguarda, preservação, assim como dinamização cultural e interacção com o meio: as actuais gerações (e as vindouras) devem ter a noção do que é uma unidade moageira – um moinho. Por outro lado é um núcleo ou núcleos museológicos que são criados, emprestando ao concelho ou à região um valor acrescentado.

Lousada encerra inúmeros moinhos a merecer o olhar, a atenção de quem de direito, para que este belo património não desapareça, pelo contrário, renasça. No Vale de Sousa existem múltiplos exemplos deste milenar património a merecer a atenção de autarcas e outros responsáveis.

O património é memória colectiva: memória de todos, memória que urge cuidar e preservar. E os moinhos são património, logo memória, que urge cuidar, que urge preservar.



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Quinta-feira, 08.04.10

O Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, comemora-se a 18 de Abril. É um acontecimento que foi ideado pelo ICOMOS e sancionado pela UNESCO, em 1983. A coordenação nacional é do IGESPAR. Em Lousada será visitada a Quinta e Casa do Porto.



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Quarta-feira, 07.04.10

 

Prinsippio de Einstituiçaõ de vincullo que faz agostinho de azevedo pinto da freguezia de Santa Christina deste concelho.

 

Em nome de Deos Amem saibam coantos este publico hinstromento de prinsippio de hinstituisam de vincullo deinossado perpetuo de bens feito na milhor forma lugar aja e valler possa virem, que no anno do nascimento de Nosso Senhor Jesus Christo de mil e setecentos e vinte annos aos vinte e oito dias do mes de fevereiro do dito anno, no lugar da Bouça, Casas e moradas donde donde vive Agostinho pinto de Azevedo, que he da freguezia de Santa Christina de nugueira, da parte deste concelho de Louzada, que he da Correição da Villa de Barcellos, Terra e juiz e sam da sereníssima Real Casa dos Duques de Bragança, de que he ademistrador sua Real Magestade Dom Joam, Rei de Pertugal nosso senhor que deos goarde muitos annos para ahi no dito lugar perante mim Tanalliam e as testemunhas, tudo ao adiante nomeado e asignado appareseo presente o dito Agostinho pinto de azevedo, morador no dito lugar da Bouça freguezia de Santa Christina, deste dito concelho de Louzada, pesea bem conhesida de mim Tanalliam que dou fe propria pesoa asigna nomeada elas testemunhas tudo ao adiante nomeado escripto e asignado; e logo por elle foi dito de ser de propria e livre bontade que elle e sua mulher Jacinta Francisca da Costa, tinham feito a sua capela de Santo António sita no dito lugar da freguesia, quinta da Bousa, por hirensa que recebeu sua […] e tinha elle […] sua mulher […] de instituir es vincollo como seue da bontade della de juntar em seu testamento com que faz este seo pedido no anno de mil setecentos e dezanove, aos nove dias de Mayo a pedido della testadora pello dito padre Manoel de Sousa pinto do lugar da heira freguezia de Santa Christina deste dito concelho pera cuja heinstituiçaõ deixou ao dito ao dito seu marido a sua a sua testadora como tamvem as medidas que lhe paga Lourenso Sousa da Costa de Fundo de Villa da mesma freguezia e a sua cerca contigua a dita quinta da Bouça que esta por fora das casas donde vive que fes com elle o dito seu marido e tudo o mais que […], e querendo elle, o dito Agostinho de Acevedo dar compprimento ao testamento de sua mulher de Fundaçaõ e princippio desta hinstituisaõ de vincullo e morgado, em cappella na ditta sua cappella todos os bens livres que tem de herdades e vemfeitorias e foros que ce reservavam para […], lhe mandar dizer as missas adiante declaradas, e logo por elle foi dito que elle facia prinsippio da dita livres hinstituisam com bens siguintes a saver, primeiramente a terra da dita cappella e fez conjunta herdade dizima a Deos e mais coatro medidas e meyas […], e a que paga Lourenso da Costa da aldeya de Fondo de Villa desta mesma freguesia, e mais a herdade da Costa das Lameiras, sita na freguezia de Sam Vicente de Goim, em o lugar das arquas adonde estam ja consignadas nomeadas, pera a fabrica da dita Cappella e mais tinha medidas da quinta que tinham comprado a com a vida sua mulher a jorge pereira da Barria a herdadores, dizimas a Deos e mais coatro medidas de trigo, que comprouas Geronimo Mendes de da Silva e a sua filha Maria Lena da Silva, solteira; mais huma de desta herdade dizima a Deos que remeteu a huns orfaõs que foraõ do lugar da Leira freguezia desta Christina a coal ouve ca esta sita no lugar de Recemonde desta freguezia, mais duas galinhas que paga Lourenso Borges desta freguezia por aforamento que lhe fez de huma parte que esta junto a huma portta.(fl. 84) E mais a ber dos bens asima declarados assim custava a dita cappella Sete Centos Mil Réis pera andarem a juros encoanto aparesiam bens firmes […], os coais Setecentos Mil Réis shairam das terssas a sua delle testador e da dita sua mulher […] chegando as ditas terssas pera cetecentos mil réis ceraõ obrigados he hinstituidos por elle hinstituidor […] dos seus bens e da mesma sorte de tudo o mais que este der dos setecentos mil réis das ditas duas terssas ficara livres pera elles livres de tudo dos nomeados por elle hinstituidor os coais bens asima sam livres e de herdades e cappazes dele a vincularem desde logo tanvem os setecentos mil réis asima declarados pello que dice elle heinstituidor que de todos os bens asima nomeados o dinheiro hinstetuhia e assim colava em principio de vincullo de morgado perppetuo pera concervasam e assustento da dita sua Cappella e de seus hinstetuhidos pera que ande cemppre em encoanto o mundo durar unidos e vincullados em vincullo de morgado […] que elle hinstituhidor nomear e a nomeada podera nomear de sorte que em todo o tempo fique este vincollo cendo cempre de livre nos passam com comdisam que seza sempre fixa nesta caza pera que cempre ajam zello e fervor e esmero no culto, e ornato da dita cappella consoante que annos passam naõ seja em pessoa […] pera poder tomar estado e naõ haver empedimento e poder nomear em alguma parte e hordenar clerigo consanto que asista na dita caza adentro por se poder nomear ce este vincullo em fica de ou pessoa ligada com todos com mais comdisam que muitos dos nomeados neste vincullo cada com marido ou mulher que naõ tenha liga de judeu, mouro ou mussulmano ou sua alguma infecta nassam inimiga e a nossa santa se catollica Romana porque casando eu sendo casado desta forma, por isto mesmo elle hinstituidor […], naõ permite algum adeministrador que pello tempo ao adiante pruceder nesta hinstituisam de vincullo cometa algum crime de leza majestade de crime em que aja de cer os seus bens confiscados em julgados porpendidos em por coal que cer a quem honrados e este cortados e sua tensam, delle hinstituhidor em tal caso naõ resta senaõ louvados com justiça pinhoras, […], logo a porpriedade da dita adeministrasam como por direito heraõ pertendera […], o adeministrador de vincullo e morgado […] do cometimento donde lido e de remizaõ que sam com pello, que nese caso rhaso se dera o pparente mais chegado na forma sima dito naõ sendo de jeitos asima referidos e as pesoas asima ligadas prohhividas e senhor emporsodidas e virtuosos e naõ tendo os defeitos asima declarados ou cazas referidas ou naõ sendo de tam vaixo comdisam que a fl. 85v, trusse ao adeministrador e a seus antecessores e que nesta forma he que auia esta heinstituisam com elle heinstetuidor em huma vida […] para ser nomear na pesoa que lhes parecer como convem no mesmo modo a nomeada ou nomeado nomearam que pruceder digo nomeado e a nomeada por elle pruceder nos ditos bens avincullados e adeministrados em adeministrador e pello ao adiante encoanto o mundo durar tudo dezem, devem tratem com todo o cuidado a nossa e vello e venerassam a dita cappella de Santo Antonio cita no dito lugar da quinta da Boussa que elle heinstituhidor e sua defunta mulher francisca da costa mandaraõ fazer fabricandoa e reparandoa de todo o nesesario de sorte que semppre seja com todo ou seja conrsetada deuido ao culto […] da mesma dita cappella e cousas mais nesesarias pera ce celevrar e dizer ahi missa com toda a limpeza em forma que e posta na dita cappella mas com condisam e obrigasam fl. 86 que o perimeiro nos sendo ou nomeado por elle ce centiraõ obrigados a mandar dizer em cada anno na dita cappella em jorna que se entra ajuntar-se em cada anno coatro missas , as coais ce diram pella alma delle heintituidor pella alma de sua mulher já defunta francisca da Carla costa e de sua filha  Cerssilia Maria defunta sendo-lhe nesesarias em primeiro lugar e a dipois por todos os venfeitores desta caza asima desendentes com adesendentes, como tanvem no testamento desta caza e as ditas missas ceram ditas na ditta cappella pello sam jorge que os adeministradores acharem e prferirem mais conviniente reformaõ e a vendo na caza perante que querendoas dizer o cera em primeiro lugar pella esmolla que esses prantos aqui ce iram dicer na cappella de Santo Antonio asima dita com tal condisam que naõ querem houvir por tudo e se feraõ sasado se que por menos preso mas dizer e pello dia do mês no santo  […] huma missa cantada na dita capela de canto de orgam, e naõ podendo cer sua cantada […] com obrigasam de dizerem misa colata pella mesma tensam e alicasam asima dita, a dito em colata a uno, com mais declarasam que elles nomeados neste vincollo, por elle heinstituidor e dos desendentes seram obrigados a mandarem dizer em cada anno as tres missas, […] pella mesma testamenteira referida as coais entraram no numero e conta e assunto e quatro asima declaradas e outro sim siram obrigados elles heinstituidores e seussucsores a darem  pera o vinho, pera as ditas misas e […] neste particular com todo amor ao Semhor  de Deos e ao dito santo Antonio e pera tudo com concorram com a despesa nesesaria e rendimentos dos bens aqui deste vincollo e tendo mais que sobejar dos rendimentos dos ditos bens aqui declarados pagas as ditas misas e mais gastos será pera o nomeado ou nomeada e os seguintes que ce forem nomeando pera elles fazerem o que quizerem como couza sua, e o sasardote pur dizer suas ditas misas, no fim dellas faz o responso pella tensam asima referida, fl. 87., condisam permeiro para ser nomeado e os mais que ce seguirem ceram obrigados a vincullar e a unir e acrescentar  os bens livres e siguros, […] e acrescentar esta hinstetutuisam e vincullo cum pello menos foraõ […] ou postos a juros ou passados em alguns bens livres […] ja sam de rendimento pró vincollo sinco jostos em colata anno consegnasam, juros de mil réis asima pera emprestar  e pera juro he so cada nomeado na sua vida, condeserasam que o nomeado na sua vida e seus sucesores querem reunir a esta hinstetuisaõ a saver do diton vincullo, e por este modo e armas sobreditas comvirei a declar dice elle hinstetuidor agostinho pinto de acevedo auias da sua hinstetituisam por vemfeita e queria que tudo o contendo nela nella  e declarado seja pera todo o sempre ce compprice e o semppre o que nesta hinstetituisam tinha posto que tudo queria a ver por firme e vallioso em juízo e fora delle e elle resolvesse todo o vigor e comprimento pudia demeroso […], cumprir de todo o sobredito dice elle hinstetuidor Agostinho francisco de acevedo se obrigava aqui por expqlhicohines, hinstromento e por sua pesoa e bens. Digo pesoa pesoa por todos estes bens nomeados, presentes e futuros e terras de suas e nossos bens aqui avincullados a naõ bir nem vir bem reaes da hinstetuisam nem por huma via a himpugnar antes a queria sempre a ver por vem firme e valliosa em juízo e fora delle tendo sempre consederasam que da sua tersa de alma reserva sem mil réis pera dispor delles o que despor e se naõ dispor ço ficara ao nomeado ou nomeada no dito vincullo para dispor delles o que o que despor e ser; em sede verdade asim o dice pois confiança e aseitou e mandou escrever o prezente hinstromento desta hinstetituisam de vincullo nesta nota de mim Tabealliam que precente as testemunhas antes de asignarem e achada, escripta, asinada a maneira que o queria entam este prinsippio e mandou dar os tres llados a quanto […] eu tavalliam como pesoa publica […] e aseitei em nomeadas partes prezentes e ausentes que […] testemunhas prezentes o padre Antonio de Souza da Congregasam do Oratório […] do Porto e o padre Antonio Pinto da mesma Congregasam, e o padre Manoel de sousa pinto do mesmo lugar da Bousa, freguezia de Santa Christina deste concelho, e João Dias da Igreja de Beire Concelho de Beire de Aguiar de Souza, familliar do precente dovizo Agostinho pinto de acevedo e joam Aldeiro, familiar do dito padre Manoel de Souza […] asignaram com elle hinstittuidor Agostinho pinto de acevedo, em fe de verdade eu […] taballiam que o escrevi declaro que Mamoel de Souza pinto reside no lugar da Eira da freguezia de Santa Christina de Nogueira deste concelho […].

Agostinho pinto de Azevedo

Padre Manoel de Souza

Padre Antonio Pinto

Luiz Manoel de Souza Pinto

Joao Dias

Joaõ + Souza

               A.D.P. – Po -1, 1ª série, Livro7, Secção Notarial, 1728, fl. 82 a 88, SILVA, José Carlos

Ribeiro da Silva - A Casa Nobre No Concelho de Lousada, FLUP, 2007



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Prazo do Cazal do Cáscere

 

Prazo que faz o mosteiro de Santo Estevaó de Vilella, do Cazal chamado do Cáscere, cito no mesmo lugar, e freguezia de Saó Joaó de Nespereira, concelho de Louzada a Jozé Felisberto de Magalhaens e Menezes solteiro, residente no dito lugar, freguezia, e concelho.

 

Renda

Onze alqueires, e trez quartos de milho ______________ 11 e 3/4

Cinco alqueires, e trez quartos de centeio_____________ 5 e 3/4

Vinho molle dez almudes _________________________ 10

Hum carneiro___________________________________ 1

Duas galinhas___________________________________ 2

Doze ovos, ou vinte reis___________________________ 12, ou 20 reis

Duas canadas de manteiga_________________________ 2

Oito varas de bragal______________________________ 8

Cincoenta arráteis de marraã, ou mil reis______________50, ou 100 reis

Quatro centos reis em dinheiro______________________400

De lutuosa outro tanto como de renda de hum ano____Lutuosa o mesmo.

Domínio a quinta parte____________________________D 5ª

 

Em nome de Deos (fl1v) Amem. Saibam quantos este instrumento de contracto de emprazamento em trez vidas virem, que noo anno do Nascimento de Nosso Senhor Jezus Christo, de mil, oito centos, e onze annos; aos dez dias do mez d’ Abril do ditto anno vossa em o assento do mosteiro de Santo Estevaó de Vilella, anexo in perprctuum ao mosteiro de Santo Agostinho da Serra, de Villa Nova Gaya, da Lem da cidade do Porto, da congregaçaó de Santa Cruz de Coimbra, sito o o dito mosteiro de Santo Estevaó de Vilella no concelho de Aguiar de Souza, termo da cidade do Porto. Perante mim tabelião, e das testemunhas ao diante nomeadas, e asignadas appareceraó partes prezentes, d’ huma o reverendo padre Dom Lourenço de Encarnação conego carturario, e vigario do ditto mosteiro, e procurador bastante para este cargo, e outros do muito reverendo dom prior, e capitulares do (fl. 2) ditto mosteiro de Santo Agostinho de Serra, e com elle d’ outra parte Felisberto de Magalhaens e Menezes solteiro, morador em o lugar do Carcere, da freguezia de São Joaó de Nespereira, concelho de Louzada, pessoas reconhecidas de mim tabelião, e das mesmas testemunhas, de que dou fé, e sendo assim prezentes, logo pelo ditto reverendo padre vigario e procurador dom Lourenço da Encarnação foi aprezentada procuraçaó que tinha do ditto reverendo padre dom prior do mosteiro da Serra, da qual seu theor he o seguinte = (…) (fl. 3 v) = e naó se continha mais em a ditta procuração a que me reporto, cujos signais ao pe della reconheço serem do ditto reverendo padre dom Antonio de Maria Santíssima, dom prior do ditto mosteiro da Serra, e de Vilella, e dos mais padres capitulares, a qual vinha sellada com o sello conventual, e a tornai a entregar ao ditto padre dom Lourenço da Encarnação, pello qual foi ditto, que em virtude della, e como procurador bastante dos dittos mosteiros, que entre as mais propriedades, e bens de rais, que erão de natureza de prazo, que ao mesmo mosteiro de Vilella pertenciaó, e a sua Meza Abbacial, assim era o cazal chamado do Cárcere em que vive o ditto Jozé Felisberto de Magalhaens e Menezes por testamento, que foi seu parente o padre Manoel de São José Pinto e Souza, com rezerva de uzo e fruto do mesmo cazal para o pai do ditto nomeado o doutor Jozé Antonio de Magalhaens, assistente na cidade de Penafiel; o qual przo estavo devoluto, e desembargado ao ditto mosteiro dereito senhorio ao ditto Jozé Felisberto de Magalhaens e Menezes solteiro em virtude da nomeação, que nelle fés o ditto parente o padre Manoel de de São José Pinto de Souza, pello que mandara requerer para que aceitasse a ditta renovação, a coal elle aceitara por justa vedoria, que elle ditto reverendo padre vigario, e procurador Dom Lourenço da Encarnação fes do ditto cazal de Carcere, cujos autos aprezentou, de que o theor he o seguinte = Auto de appegaçam, e medicam, e vedoria do Cazal chamado do Carcere, cito no mesmo lugar, e freguezia de São João de Nespereira, concelho de Louzada, para se renovar prazo em Jozé Felisberto de Magalhaens e Menezes solteiro, rezidente no ditto lugar do Carcere = Aos doze dias do mes de Março, de mil oito centos e onse vossa vim eu Dom Lourenço de Encarnação comigo vigario e carturario e procurador bastante (fl. 4) do mosteiro de Santo Agostinho da Serra da Lem do Porto, ao coal he unido imperpetuum o mosteiro de Santo Estevão de Vilella, cito no concelho d’ Aguiar de Souza, ao lugar do Carcere da freguezia de São João de Nespereira, para fazer ver medir, apegar, e confrontar humas terras, e propriedades, que contão do cazal do Carcere, cito na ditta freguezia, de que he dereito senhorio o mosteiro de Santo Estêvão de Vilella, e forão no prazo findo, feito no anno de mil seis centos e cincoenta e seis primeira e segunda vida João de Casseres, e sua molher Anna de Bessa, como consta do livro septimo, folhas seis centos e quatro dos prazos de Vilella: e succederão a estes varios possuidores da mesma geração, e finalmente o reverendo padre Manoel de São Jozé Pinto de Souza, (fl. 5) o coal por seu faleceimento nomeou em seu ultimo testamento este prazo do cazal em seu parente Jozé Felisberto de Magalhaens e Menezes solteiro com reserva de uzo e fruto do mesmo cazal para o pai do ditto nomeado o doutor Jozé Antonio de Magalhaens, assistente em Penafiel, os coais achei achei de posse do ditto cazal como conzorte Manoel Caetano viuvo do lugar de Marlaens da dita freguezia de São João de Nespereira; e por estar vago, e devoluto o ditto prazo por falesceimento da terceira vida se procedeo a esta vedoria para se renovar prazo no ditto Jozé Felisberto de Magalhaens e Menezes, o coal com a primeira molher com que cazar serão primeira, e segunda vidaas neste prazo, e serão a terceira hum filho, ou filha d’ entre ambos nascido, qualquiserem nomear ambos em vida, ou o que sobreviver athe a hora se sua morte, e não cazando, ou não tendo filhos em tal cazo poderão nomear para a ditta terceira vida outra pessoa dentro do quarto grão da geração, com tanto, que não seja das defesas (…) e prohebidas em dereito, nem de maior condiçam que elles cazeiros; e à face destes cabeças possuirá as terras que lhe pertence por titullo de compra authorgada pello mosteiro o conzorte Manoel Caetano viuvo, do lugar de Marlaens, da dita freguezia de Nespereira: e logo para este effeito me louvei por parte do mosteiro em Jozé solteiro de Vilella, (fl. 6) meu creado, e elles cazeiros se louvarão em Manoel Ribeiro, cazeiro do mesmo cabeça, as coais deferi o juramento dos Santos Evangelhos para que bem, e fielmente vissem, medissem, e confrontassem as terras, e lhes lançassem o foro, que intendessm; e o mesmo deferi aos cazeiros para que dessem a mediçam todas as terras pertencentes a este prazo debaixo de penna de comisso, e como todos assim prometerão fazer se principiou a mediçam na forma seguinte = Primeiramente se medio o assento deste prazo e cazal, cito no lugar do Cárcere, que consta de caza lodabradas, com cozinha terreira e cortes, tudo pegado, e com outras cortes, palheiros separados, com serventia pelo meio; e consta mais de seu pomar de fruta, larangeiras, olival, ortas, campos, e lameiros, tudo devedido por valos, e com aros, com arvores de vinho em volta, e pelos mesmos com aros, por estarem todos pegados, e unidos sem haver terra (fl. 6v) entre elles que não seja pertença do ditto cazal se fes medição em volta, e principiando a mediçam no principio de vessada chamada de Chouzal, que intesta no campo reguengo foreiro ao Duque, junto ao Ribeiro, tem de norte a sul pelo nascente com volta principiando da entrada para o cazal sessenta braças de des palmos cada braça, e confronta parte com o ribeiro, e parte com quebrada do prado de Manoel Antonio Barboza; terra do mosteiro de Vilella, e daqui volta para o norte, e tem pelo Poente sessenta e seis braças, e oito palmos, e confronta com ribeiro athe chegar a preza de Marlaens, e deste lado corre pello lameiro do Amial, que vai incluído nesta mediçam, e daqui volta para o nascente (fl. 7), e tem pelo Norte athe o ligar a deveza de Carvalhos, ou Roxio, que esta ao cima das cazas do cazal cento, e tres braças, e oito palmos, e confronta com as serventias, que vai das cazas para Marlaens: entre esta medição, e terra do monte, que logo se vai medir: nesta medição fica incluído o olival, que tem atras das cazas, e daqui volta para o sul, e tem pelo nascente correndo pela serventia, e entre as cazas, a eira trinta e seis braças, e confronta com a serventia de entre as cazas, palheiro, eira, e corte, e daqui vira para Nascente, e tem pelo norte, cordeando sempre pela serventia, que vai para a corredoura com voltas sessenta e duas braças, e cinco palmos, e com o campo Reguengo ao Duque athe onde principiou esta medição & Media-se mais outra parte desta quinta, que consta de eira, e ortas, e palheiro, capella hoje arruinada, e campo da eira, e Bouça da vinha, tudo labradio com ortas (fl. 7v), e oliveiras, e algumas arvores, com feio monte, e devezas, tudo cercado por comaros, e paredes, principiando a medição da quinta do sul, junto ao carreiro, ou serventia, que vai para a corredoura, tem de sul a norte pelo sul, digo pelo Nascente setenta varas, e hum palmo, e confronta com matto, ou deveza de Jozé Moreira, e cabeceiros de Alem de Clara Roza Teixeira viuva de Bernardo Nunes, foreiros a Vilella, e daqui volta para o poente, e tem com volta para dentro pelo norte cincoenta e cinco braças, e cinco palmos, e confronta com matto do passal da igreja, devidindo-se por parede do dito passal, e vira para o Poente, e tem pelo Norte, trinta e quatro braças, e confronta com a bouça da agra de cabo de villa, e logo volta para o sul, e tem dous palmos, e confronta com a ditta bouça de cabo de villa, e logo volta para o sul, e tem pelo poente fazendo meia lua athe hum marco que esta na ponta da leira de villa verde de Custodio de Bairro e tem sessenta e quarto braças, e dous palmos, confronta com matto de villa verde, e daqui vira para o norte, e tem pelo norte vinte e tres braças, e cinco palmos, e confronta com Jozé Marques da preza, onde estão alguns palmos de terra, deste cazal medidos, não obstante estar devido por valo; e logo volta para o sul, e tem pelo poente athe chegar ao principio do ribeiro, que vai para as prezas ou poços com sua volta trinta e sette braças, e confronta com o lameiro dos Ovos de Filipina dos Santos, e nesta medição entra o campo da charneca por onde corre (fl. 8) a serventia desta parte para o cazal, e volta esta medição daqui para o mesmo sul pelo poente, e tem cento, e treze braças e tres palmos, e confronta com o ribeiro das prezas d’ agoas levada, e com terras de Marlaens de Antonio Ribeiro, foreiras a Travanca, e com Manoel Joaquim de Maglhaens foreiras Vilella, e nesta mediçam ao longo do ribeiro ficão dentro o campo das presas, e as leiras da Rubulha, e daqui volta para o nascente, e tem pelo (fl. 9) sul seis braças, e confronta com terra labradia deste cazal do consorte Manoel Caetano, que logo se hade medir, e torna a voltar para o sul, e tem pelo poente athe chegar ao carreiro ou serventia, que bem da preza de Marlaens para aposento deste cazal dera sette braças, e confronta devidindo-se por sebe com a terra o ditto consorte, e daqui vira para o Nascente correndo (…) pella ditta serventia athe findar onde principiou a mediçam, confrontando sempre com a mediçam da primeira verba desta vedoria: levara toda a terra labradia destas duas verbas de semeadura de cento cincoenta alqueires; e declaro, que vão mettidos dentro desta mediçam as primeiras doze verbas do prazo findo, que se medirão sem distinçam por estar tudo conjunto, e apegado com as outras de roxios, devesas, e matto do cazal, sem mestura d’ outras terras estranhas ao mesmo § Médio-se mais a leira da senrradella labradia na agra de silvoza que tem na cabeça Norte quatro braças, e dous palmos, e na cabeça do sul nove braças, e cinco palmos, e de comprido cincoenta e quatro braças e cinco palmos, confronta do Norte com Manuel Antonio Barboza terra de Vilela, do sul com carreiro, do nascente com terra (fl. 9v) de Santa Marinhha, do poente com Manoel Caetano, terra d’ Arouca: tem agoa com dezoito quinloeiros: levara de semeadura dous alqueires, e meio de centeio. E declaro, que esta leira possui-a hoje Manoel Luís de Pinho com quem anda o cazeiro inquilino, que por isso o não recebeo por cazeiro ao ditto possuidor por não mostrar titulo legitimo authorizado pelo ditto mosteiro direito senhorio. § Médio-se mais na agra de lagoas o campo do dique com seu matto pelo Nascente, cercado deste lado por vallo com pedras, que tem de norte a sul pelo poente quarenta e oito braças, e confronta com dique de Francisco da Poupa terra de Bustello, na cabeça do sul tem quatro braças, e de sul a Norte pelo Nascente com volta, tem cincoenta braças, e de sul a Norte pelo Nascente com volta, tem quatro braças, e de sul a Norte pelo Nascente com volta, tem cincoenta braças, e confronta com monte, e caminho, que vai para Lagoas: levara de semeadura tres alqueires de centeio: he de terra seca § Médio-se mais na agra de Tojozas huma leira de Tojozas labradia, e matto, que tem de comprido cem braças, e de largo cinco, e dous palmos e meio, confronta do Poente com Antonio do Passadiço, terra da igreja, do nascente com a viuva Clara Rosa Teixeira, terra de Vilella, do Norte e do sul com carreiro, e caminho: levara de semeadura alqueire e maio de centeio, e he terra seca. (fl. 10) § Médio-se mais a vessada do ribeiro com castanheiros, e uveiras em volta, que tem de Norte a Sul pelo poente trinta e oito braças, e tres palmos, e confronta com Manoel Caetano de Marlaens, terras de Vilella, pelo sul tem vinte e sette braça, e dous palmos, e confronta com terras da igreja, Arouca, e Buetello, e Vilella, e de sul a norte pelo nascente, tem trinta e duas braças, e tres palmos, e confronta com o ribeiro da Ribeira, e na cabeça (fl. 10v) do norte, tem vinte braças, e confronta com Manoel Caetano de Barrimao, terra da igreja: levara de semeadura sette alqueires de centeio, e tem agoa com dezoito quinloeiros. § Médio-se mais o campo da galinheira cercado de uveiras em arvores, tem pelo sul quatorze braças, e tres palmos, e confronta com o carreiro, pelo poente tem vinte e duas braças, e confronta com lavradio e matto de Antonio Nunes de Marlaens, terra de Vilella, pelo norte, tem quinze braças e confronta com Manoel Barboza, e pelo nascente, tem vinte e duas braças e tres palmos, e confronta com o rego d’ agoa, que vai entre campo, e o lameiro da galinheira, que se vai medir, tudo do mosteiro de Vilella: levara de semeadura tres alqueires, e tem agoa da quinta. § Médio-se logo pegado ao campo de cima, e por delle e lameirinho da galinheira, que tem na cabeça do sul quinze braças, e cinco palmos com a ponta, que mette para o carreiro com quem confronta desta parte, e do sul a norte pelo poente, tem vinte e cinco braças, e confronta com o campo da galinheira acima medido, e na cabeça do norte, tem seis braças, e confronta com o lameiro do Doutor Manoel Joaquim de Magalhaens, e de norte a sul pelo nascente, tem doze braças, e seis palmos, e confronta com o lameiro do Porto, que forma um triangulo, e esta junto do lameiro da galinheira, e sendo medido pelo maio de nascente a poente, tem vinte e cinco braças, e tres palmos, e confronta com o lameiro, digo com o carreiro por onde corre o rego d’ agoa, aqui faz huma cabeça, que tem cinco braças, a dous palmos, e volta de norte a sul, e tem pelo poente fazendo volta trinta e cinco braças, e dous palmos, e confronta com o rego da agoa, que corre entre (fl. 11) este lameiro, e lameiro do Doutor Manoel Joaquim de Magalhaens, e o lameiro da galinheira já medido, tudo do mosteiro de Vilella, e nascente pelo sul tem trinta, e oito braças, e dous palmos, e confronta com o caminho, que vai para a corredoura, tem arvores com vides pelo sul, e Norte, e tem agoa de regar, e levara de semeadura tres alqueires de centeio. Este lameiro he do consorte Manoel Caetano de marlaens por compra. § Medio-se mais junto a preza da Marlaens hum campinho lavradio cercado por sebe, com (fl. 12) duas arvores a preza de Marlaens hum com duas arvores, e castanheiros novos em volta, que tem pelo sul doze braças, e cinco palmos, e confronta com a serventia, que vem de Marlaens para o apozento do Carcere; pelo tem treze braças e tres palmos, e confronta com o monte do cárcere ja medido, e de nascente a poente pelo norte des braças, e dous palmos, e confronta com campo, ou leiras da Borbulha do cazal do carcere ja medidas, e com leiras de Trabanca, e de norte a sul pelo poente com alguma volta, tem dezassete braças, e cinco palmos, e confronta com o Ribeiro, e preza de Marlaens: levara de semeadura alqueire e quarta, e he do mesmo consorte Manoel Caetano de Marlaens pello ditto titulo. § Médio-se mais o campo do sobre Riba junto ao ribeiro de Gondaris, que tem pelo nascente quinze braças, e cinco palmos, e confronta com terra de Travanca de Antonio Jose de Moraes (fl. 12v), pelo sul, tem quinze braças, e cinco palmos, e confronta com labradio, e matto de Antonio Nunes Pinto, terra de Vilella, e de sul a Norte pelo poente, tem dezoito braças, e trez palmos, e confronta com matto de Jose Luís, aqui volta para o Nascente, e tem pelo norte, duas braças, e trez palmos, e torna a voltar a norte, e tem pelo poente duas braças, e dous palmos, e confronta com o ditto Jose Luís de Cabo de Villa, e corre daqui para nascente, e tem pelo norte quartoze braças, e confronta com o ribeiro de Gondariz: tem arvores de vinho pela parte do ribeiro, e levara de semeadura dous alqueires de centeio, e he do mesmo consorte Manoel Caetano de Marlaens pelo mesmo titulo de compra, que fes ao reverendo padre Manoel de São Joze § Médio-se mais da outra parte do ribeiro de Gondaris huma leira (fl. 13) d’ agoa levada lavradia, que tem na cabeça do sul tres braças, e de sul a norte, e de sul a norte, tem de comprido trinta e duas braças, e cinco palmos, e na cabeça do norte tres braças, e cinco palmos, confronta do nascente a leira de Antónia de Villa Verde, do sul com o Ribeiro de Gondaris, onde tem uveiras, do poente com leira da leira da mesma Antónia, do norte intesta em terras de Marlaens, foreiras a Vilella, levara de semeadura meio alqueire, e he secca, e he da/o cabeça § Tem este cazal duas prezas izentas suas em agoa das prezas da igreja de tres dias e toda a mais agoa, que vai apontada nas verbas respectivas conforme conforme lhe pertençam, e estão de posse, e sortes de matto, entradas e sahidas, e serventias, declarando, que se em algum tempo hoouveram algumas terras, que pertenção (fl.13v.) a este prazo, e não aqui medidas, este prazo não prejudicara o cazeiro, nem ao mosteiro para a sua reinvidicação: e feita assim esta apegagação, medição, e vedoria disserão eles cazeiros, que não sabião de mais terras pertencentes a este prazo que derão a medição: e pelos louvados foi ditto, que tinhão ditto visto, e medido as dittas terras, e propridades, e que entendião se não acrescentasse mais o foro, que o lhe agora se pagava, que são = / que somão dezasete alqueires, e tres quartas de milho = cinco alqueires, e tres quartas de centeio = que somam dezasete alqueires e meio de pam terçado = vinho molle des almudes = cordeiros hum = galinhas duas = ovos doze, ou vinte reis = manteiga duas canadas = bragal oito varas = Marram cincoent arrateis, ou mil reis = dinheiro quatro cento reis = e de lutuosa por falescimento de cada huma das (fl. 14) vidas outro tanto como a dita renda de hum anno, e de domínio a quinta parte, a qual renda toda sera boa, e de receber, o pam limpo, e seco, e da melhor colheita, posto tudo, e pago a custa, e risco delles cazeiros, e vidas, que se lhe seguirem dentro da tulha, e recibo do mosteiro de Santo Estêvão de Vilella; e não pagando em especie athe o Natal a pagarão depois pelos preços do recibo do ditto mosteiro, devendo ser antes paga pelo dia de São Miguel de Setembro de cada hum anno com todas as clauzulas, e condiçoens do prazo findo, que nesta vedoria se dão por expressos e declarados, e sera elle cazeiro, cabeça deste prazo e vidas seguintes obrigado a pagar toda a renda por inteiro ao mosteiro, e o consorte pagara por datta o que lhe pertencer dos bens, que possue deste prazo ao cabeça, assim como todas as mais custas (fl. 14v), e gastos, que lhe pertencem desta vedoria, e assim quizerão e aceitarão, e se asignarão aqui comigo dia, mes, e anno ut supra = Dom Lourenço da Encarnação Conego Vigario Caturario = Jose Felisberto de Magalhaens e Menezes = Do louvado Manoel Ribeiro huma cruz = Consorte Manoel Caetano Pinto = Do louvado Joze solteiro huma cruz = E se não continha mais em o ditto auto de vedoria, de vedoria, medição, e apegação, que aqui bem, e fielmente por mim tabelião foi tresladado do próprio, que tornei a entregar ao ditto reverendo padre dom Lourenço da Encarnação vigarario carturario, e procurador dos dittos mosteiros, pello qual foi ditto, que por quanto o ditto cazal do cazal do Cárcere estava vago, e a renovação delle pertencia de direito a elle ditto Joze Felisberto de Magalhaens e Menezes (fl. 15) pellas razoens e traz incerta do intrusmento lhe dava, e emprazava, e com effeito deu e emprazou, e por titulo de prazo de tres de vidas na maneira seguinte, a saber: que elle ditto deu cazeiro Joze Flisberto de Magalhaens e Menezes com a primeira mulher com quem cazar serão primeira e segunda vidas neste prazo, e sera terceira hum filho, ou filha de entre ambos nascido qual quizerem ambos nomeados em vida, ou o que sobreviver athe a hora da sua morte; e não cazando, ou não tendo filhos em tal cazo poderão nomear para a ditta terceira vida outra pessoa dentro do quarto grao da sua geração, com tanto que não seja das defesas, e prohibidas em direito, nem em pessoas (fl. 15v) de maior condição, que elles cazeiros, de sorte que sejão tres vidas de tres pessoas, e mais não; e a fase destas cabeças possuira as terras, que lhe pertencem por titullos de compra authorizados pelo mosteiro o consorte Manoel Caetano Pinto viuvo do lugar de Marlaens, da ditta freguezia de Nespereira; o qual cazal disse elle muito reverendo padre vigario e procurador dom Lourenço da Encarnação, que asim lho emprazava nas ditas vidas, e com todas as suas pertenças, achegas e benfeitorias, cazas, agoas, arvores, entradas, e sahidas, e roxios, terras, testadas de monte em ropto e por romper assim como ao ditto mosteiro de Vilella direitto senhorio pertence, e como melhor elles cazeiros, e vida depois delles haver poderem, e isto com taescondiçoens, que o morem (fl. 16), povoem, grangeem, e lavrem, e aproveitem, em tal maneira, que ande sempre melhorado, e não demnificado, e nelle fação todas quantas benfeitorias fazer puderem, e não o possão vender, trocar, escambar, dar, doar, nem partir, ainda que seja entre erdeiros sem licença delles senhorios, e sucessores, e quando com ella o venderem, ou que seja por authoridade de justiça, lhes darão, e pagarão de laudemio, ou domínio a quinta parte do preço por que se vender, e quando com licença do senhorio, e sucessores de haja de vender, ou parte delle na primeira, ou na segunda vida, precedendo primeiro a ditta licença em tal cazo sucedera o comprador na terceira, na parte que comprar, e que podera ser enquanto elle cazeiro Joze Felisberto de Magalhaens e Menezes for vivo, quer em vida de sua mulher cazando, ou se de traz della ficar so tambem o podera fazer, por quanto ficando elle sua mulher de traz sendo (fl. 16v) estranha não podera as taes vendas, salvo se for com elle seu marido sendo ambos vivos; outro sim nesta propriedade não aforarão, retos, cenços, medidas, nem abrigadas a capellas, morgados, nem a outro lugar pio, e que comettendo algumas das vidas, ou pessos deste prazo crime de heresia, ou contra lege majestade logo ficara tudo livre, e desembargado pelo mesmo cazo ao mesmo cazo ao mosteiro direito senhorio com suas benfeitorias para fazaer dele o que bem lhe parecer como causa sua propria, e no ditto cazal não farão foro, conheça, ou servedão a outra alguma pessoa, nem nelle corte madeira, salvo nesessaria para o reparo, e fabrica do ditto cazal, cazas, e assento delle, porem tendo alguma nesessidade a poderão vender, com tal condição, que por cada arvore, que cortarem de per pe porão duas, e as darão (fl. 17) prezas, e tendo elles senhorios nesesidade da madeira para o concerto do ditto mosteiro de Vilela, cazas, e assento dela, tambem poderão neste cazal na forma do cotume antigo; e quando se hajão de fazer as vendas tanto sera elle senhorio querendo-o para si, para o que lhe farão primeiro saber. O que movendo-se alguma demanda, ou demandas sobre couzas, que pertenção a este prazo, ou suas dependências com outros cazeiros as vidas dellas estarão pelo que elles senhorios, esusessores determinarem; e sendo com outras pessoas as seguirão as suas proprias custas custas com procuração delle senhorio, dando-o nellas por authores, e deffensores athe as finaes sentenças; e sendo as mesmas demandas com o proprio senhorio as ditas seguirão seu foro do mosteiro (fl. 17v) hora sejaõ authores, ou reos embargo de quaisquer privilegios, e liberdades, que tenhaõ, e mais possaõ. E naõ aceitarão procuraçaõ contra o ditto senhorio lhe seraõ muito obedientes, e bons servidores na forma costumada, como bons, e leaes cazeiros; e com mais tal condiçaõ, que as vidas deste prazo durando ellas bem, e paguem ao ditto mosteiro de Vilella direito senhorio de renda, e pensaõ em cada hum anno athe dia de Saõ Miguel de Setembro, e o mais tardar athe dia de Natal logo seguinte = dezasette alqueires, e meio de paõ terçado = de milho, e senteio = a saber: onze alqueires, e tres quartos de milho = cinco alqueires, e trez quartos de centeio = dez almudes de vinho molle = hum carneiro = duas galinhas = doze (fl. 18) ovos, ou vinte reis = duas canadas de manteiga = oito varas de bragal = cincoenta arrateis de marram, ou mil reis = quatro centos reis em dinheiro = e toda a sobre ditta renda sera boa, e de receber, o paõ medido pela rasa costumada, e da melhor colheita, limpo e seco, e o dinheiro da moeda de prata, corrente neste reino, todo bom, e de receber; e de lutuoza pagaraõ outro tanto como de renda de hum anno por cada vida, e pesoa, que deste prazo vagar, a qual pagaraõ em termo de quarenta dias depois da morte do falescido, quem nelle suceder, suposto, que naõ seja erdeiro da vida, que acabar, e depois a tirara por quem direito for se lhe parecer: e sendo o cazo que naõ paguem o paõ e vinho the dia de Natal de cada anno o pagaraõ as dittas vidas deste (fl. 18v) prazo pelo preço, que elle senhorio, e successorio assentarem com os mais cazeiros em dinheiro do contado, com o que tudo as ditas serao muito obedientes, e bons pagadores consentindo pelo que das rendas, lutuosas, e mais direitos, que devem na forma deste prazo serem penhorados por via executiva pelos creados, feitores, rendeiros, e recebedores do ditto mosteiro de Vilella, sem se poderem chamar forçados, nem esbulhados; nem defenderaõ as tais penhoras, antes dando-lhes agaza-lho, quando por suas cazas forem; e naõ pagando ao tempo da paga dipois de serem requeridos pagaraõ de custas para pessoa, que andar na arrecadação duzentos reis por dia, posto, que peam seja, e lhe naõ seja contada tanta quantia; e por qualquer couza das contheudas neste prazo, que as vidas delle (fl. 19) naõ cumprirem o percaõ, e findas ellas ficara o ditto cazal com suas benfeitorias libre, e desembargado a elles senhorios, e successores para o renovarem em quem direito for, e cumprindo as vidas deste prazo o que nelle se contem obrigou elle reverendo padre vigario, e procurador dom Lourenço da Encarnação os bens, e rendas do ditto no mosteiro de Vilella a lho fazer fazer bom, firme, e de paz, durando ellas, protestando elle padre vigario e procurador, que achando-se por prazo deste cazal, que valido seja, que direitamente se deva mais renda lhe ficara seu direito rezervado ao mosteiro; mas tambem o cazeiro protestou naõ pagar mais, porquanto deste tempo im memorial se naõ pagara de (fl. 19v) paõ nunca mais, que as quinze razas de renda velha, terçado como atraz fica ditto, e as mais couzas atraz declaradas, a que somente ficava, e o acrescentamento deste prazo, que faz hoje ao todo dezasete razas, e mais atras declaradas. E tudo elle cazeiro em seo nome, e das mais vidas cumprir, e guardar na forma deste prazo, disse aceitva com todas as clauzulas, condiçoens, desaforamentos, penas, obrigaçoens nelle atras, e ao diante contheudas, e declaradas, e se obrigou, que tudo cumpriraõ, e para isto em seo nome, e das mai vidas renunciou todos privilégios, e liberdades que tenhaõ, e mais ter possaõ, e o juiz, e juízo privativo, de seu foro, que hora saõ, e ao diante forem, para por tudo responderem perante o seo juiz privativo, ou perante o corregedor do cível, ou da comarca, ou (fl. 20) do juiz de fora da casa da relação do Porto, e da cidade dela, perante quem, e qualquer delles que os demandar quizerem; e para serem cittados constettuiçaõ por seo procurador (…) sem a poder revogar, e nelle a que ao tal tempo (…) de Alcaide da vara da dita cida do Porto, para o que pela citação, que se lhe fizer se haja sentença contra qualquer das dittas vidas, que asim a não cumprirem, e com sentença, que se ouver na pesoa do ditto seu procurador serão requeridos em suas pesoas, e bens executados de modo que se executaraõ as pessoas que devem dividas a fazenda de sua majestade; e a tudo ter, manter sustentar, e cumprir elle cazeiro, em seu nome, e das mais vidas obrigou sua pessoa, e bens moveis, e de rais prezentes, e futuros, e a dar hum traslado deste a sua custa para o cartorio do mosteiro: em fe, e testemunho de verdade tudo (fl.20v) assim diserão, quizerão, outorgarão, e mandarão lançar o presente nesta notta, e della dar e passar a quem pedir os instrumentos nesessarios todos de hum theor destes, que aceitaraõ. E eu como pesoa publica estipulante, e aceitante, o aceitei, e estipulei em nome das pesoas assentes a quem pertencer, e tocar, quanto de direito devo e passo em razão do meu officio: testemuhas, que a tudo forão presentes o reverendo padre Bernardo Joze de Oliveira administrador deste ditto mosteiro de Vilella, e aqui morador, e Joze de Lemos Coelho de Vasconcellos escrivão ajudante, e irmão de mim tabelião, e comigo assistente na caza e quinta d’ Amoreira, freguezia de Mouris, deste concelho de Aguiar de Souza, que asigmarao com o ditto padre vigario cartorario e procuardor Dom Lourenço da Encarnação (fl. 21), e o ditto cazeiro Joze Felisberto de Magalhens e Menezes, e ditto consorte Manoel Caetano Pinto, depois deste instrumento lhes ser lido por mim Jeronimo de Lemos Coelho Ferraz tabelião, que o escrevi, e o asignei = Jeronimo de Lemos Coelho Ferraz = Dom Lourenço da Encarnação conego vigaro carturario = Joze Felisberto de Magalhaens e Menezes = Manoel Caetano Pinto = O reverendo padre Bernardo Joze Moreira d’ Oliveira = Joze de Lemos Coelho de Vasconcellos = He o quanto continha o dito instrumento, que eu sobreditto tabelião aqui mandei tresladar por pesoa fiel do próprio Livro de Nottas, que em meu poder e cartorio fica, e a elle em todo, e por todo me reporto. E eu Jeronimo de Lemos Coelho Ferraz tabelião que o subscrevi e o asignei em publico e rogo.

 

Jeronimo de Lemos Coelho Ferraz

Dom Lourenço da Encarnação

Reverendo Padre Bernardo Joze d’ Oliveira

Joze Felisberto de Magalhaens e Menezes

Manoel Caetano Pinto

Joze Lemos Coelho Feraz

A. D. P. - Po - 4, Secção Notarial, Livro nº 7, 1811, p. 604. Cf. MAGALHÃES, Pedro Joaquim da Cunha – o. c., - p. 46-53, SILVA, José Carlos Ribeiro da - A Casa Nobre No Concelho de Lousada, FLUP, 2007.

 

 



publicado por José Carlos Silva às 23:33 | link do post | comentar

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